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Grande presença de meios aéreos dos EUA segue em Ceiba, Porto Rico, após a operação *Absolute Resolve*

Quatro aviões militares estacionados em pista com dois pilotos conversando em primeiro plano ao entardecer.

Mesmo depois do desfecho da operação Absolute Resolve - divulgada como a ação que resultou na captura de Nicolás Maduro - as Forças Armadas dos Estados Unidos continuam mantendo um contingente expressivo de aeronaves no aeroporto de Ceiba, em Porto Rico. Essa permanência pôde ser verificada em uma visita recente às proximidades do Aeroporto José Aponte de la Torre, onde se concentra a maior parte dos caças e helicópteros norte-americanos posicionados na ilha.

Aeródromo José Aponte de la Torre: F-35 Lightning II e AV-8B Harrier II+ continuam no pátio

As imagens registradas no primeiro dia de cobertura indicam que os caças furtivos F-22A Raptor já concluíram o retorno para a sua base de origem. Em contrapartida, permanece em operação uma quantidade relevante de caças de 5ª geração F-35 Lightning II, incluindo aeronaves tanto da Guarda Aérea Nacional quanto do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

Em uma das áreas de estacionamento do Aeroporto José Aponte de la Torre, é possível contabilizar cerca de vinte unidades entre F-35A e F-35B. No mesmo local, também aparece a presença de jatos AV-8B Harrier II+ pertencentes aos Fuzileiros Navais. Esses caças-bombardeiros com capacidade de decolagem e pouso vertical integram a 22ª Unidade Expedicionária dos Marines, mais especificamente o esquadrão VMM-263 (Reforçado), que esteve embarcado até poucos dias atrás no navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima (LHD-7).

Guerra eletrônica em Ceiba: EA-18G Growler do VAQ-132 “Scorpions”

O aeroporto de Ceiba também abriga um destacamento expedicionário de aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, da Marinha dos EUA. Essas plataformas são especializadas em interferência de radares e de sistemas eletrônicos e, de acordo com a avaliação divulgada, teriam desempenhado um papel especialmente importante ao reduzir a eficácia das defesas antiaéreas venezuelanas. Os Growler deslocados para Porto Rico pertencem ao Esquadrão de Ataque Eletrônico VAQ-132 “Scorpions”.

Roosevelt Roads e o apoio às missões: HH-60W, HC-130J e KC-130J Hércules

A Força Aérea dos EUA também mantém presença na Estação Naval Roosevelt Roads. No local, há pelo menos quatro helicópteros de busca e resgate/recuperação em combate (CSAR/SAR) do modelo HH-60W Jolly Green II, vinculados ao 33º Esquadrão de Resgate, além de dois aviões de apoio a operações especiais HC-130J Combat King II, do 71º Esquadrão de Resgate.

Do lado dos Fuzileiros Navais, há ainda pelo menos dois aviões-tanque e de transporte KC-130J Hércules do esquadrão VMGR-252, reforçando as capacidades de reabastecimento, mobilidade e sustentação das operações na região.

Ala rotativa da 22ª Unidade Expedicionária dos Marines: AH-1Z Viper e UH-1Y Venom

Ceiba também segue recebendo meios de asa rotativa associados à 22ª Unidade Expedicionária dos Marines. Entre eles estão os helicópteros de ataque AH-1Z Viper e os helicópteros utilitários UH-1Y Venom, ambos igualmente atribuídos ao esquadrão VMM-263 (Reforçado).

Por que Ceiba segue como ponto-chave no Caribe

A concentração desse conjunto de aeronaves em Ceiba não parece ser fruto do acaso. A combinação de caças de 5ª geração, plataformas de guerra eletrônica, aviões de transporte e helicópteros aponta para a manutenção do Aeroporto José Aponte de la Torre como uma base avançada central para operações aéreas no Caribe.

Além disso, a continuidade do desdobramento, mesmo após o encerramento da operação Absolute Resolve (associada à captura de Nicolás Maduro), sugere uma intenção dos Estados Unidos de preservar capacidade de resposta imediata diante de possíveis contingências na região.

Um fator adicional que ajuda a explicar a escolha de Ceiba é a flexibilidade operacional oferecida pela infraestrutura local: a coexistência de aeronaves de caça, reabastecimento, guerra eletrônica e busca e resgate reduz o tempo entre a decisão de emprego e a execução, especialmente em cenários que exigem prontidão elevada.

Também é relevante considerar os efeitos colaterais de um movimento desse porte. A manutenção prolongada de um grande volume de aeronaves tende a aumentar o ritmo de operações aeroportuárias e a demanda logística, exigindo coordenação reforçada de segurança, controle de acesso e gestão do espaço aéreo nas proximidades, além de atenção aos impactos na rotina local e no tráfego regional.

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