A Apple foi criada oficialmente em 1º de abril de 1976 - e, em 2026, chega aos 50 anos de história. Ao longo desse tempo, a empresa de Cupertino não apenas lançou bons produtos: ela repetidas vezes redefiniu expectativas do mercado com ideias que quebraram padrões. A seguir, reunimos seis lançamentos que ajudam a explicar esse impacto.
Tudo começou como uma start-up com um computador bem simples, montado em garagem: o Apple I. Mesmo com uma tiragem pequena - estimada em cerca de 200 unidades - ele serviu como ponto de partida para uma trajetória que levaria a Apple a patamares raros: em 2026, a empresa é avaliada em US$ 3,731 trilhões.
Vale lembrar que a força da Apple não veio só do hardware. A companhia também consolidou um modelo de “ecossistema” (integração entre dispositivos, software e serviços) que aumenta a utilidade de cada produto quando ele é usado em conjunto - um elemento decisivo para transformar lançamentos em plataformas duradouras.
Apple II (1977): a Apple e a popularização do computador em casa
O Apple I não virou fenômeno de massa, em grande parte por causa da produção limitada. Já o Apple II, lançado no ano seguinte, ajudou a empurrar a informática doméstica no início dos anos 1980. Era um conjunto mais completo: teclado, monitor colorido e leitor de disquete faziam dele um computador pronto para uso.
O grande atrativo estava no que ele permitia fazer: planilhas, cálculos e até jogos, algo que ampliou muito o interesse do público. Por trás dessa virada, estava a visão de Steve Wozniak, que ajudou a transformar o computador em ferramenta para além de entusiastas.
Embora não tenha sido o único microcomputador marcante do período - Commodore PET e TRS-80 também se destacaram -, o Apple II colaborou para estabelecer referências do que mais tarde seria entendido como computação moderna. Ele também foi um sucesso comercial com vida longa: versões sucessivas foram lançadas até 1993.
iMac (1998): design “tudo em um” que trouxe a Apple de volta
Em 1985, Steve Jobs saiu da Apple e fundou a NeXT. Mais de uma década depois, em 1997, a Apple comprou a NeXT e Jobs voltou, agora como CEO. A situação da empresa era delicada, e a missão era clara: recuperar fôlego e relevância.
A resposta veio com o iMac, em 1998. A proposta era um computador tudo em um, com os componentes integrados ao display de aproximadamente 38,1 cm. O toque decisivo foi o desenho concebido por Jonathan Ive: uma forma mais orgânica e, principalmente, colorida, em contraste direto com os computadores cinzentos e sem graça que dominavam a época.
A escolha estética parecia simples, mas foi extremamente eficiente para reposicionar a marca. O resultado foi um enorme sucesso, com estimativas acima de 6 milhões de unidades vendidas. Desde então, a linha iMac continuou evoluindo - e segue existente até hoje.
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iPod (2001): música no bolso sem as limitações do Discman
Quem viveu o começo dos anos 2000 provavelmente se lembra do reinado do Discman - e dos seus incômodos: sensível a movimento e dependente de carregar CDs. Foi nesse cenário que, em outubro de 2001, chegou o iPod, um tocador de música digital que mudou a conversa.
Ele não foi o primeiro player de MP3, mas foi o dispositivo que realmente balançou o setor e definiu um novo padrão. O conjunto era direto ao ponto: corpo simples, navegação por roda (a famosa “moleta”), boa autonomia e, sobretudo, 5 GB de armazenamento - um número enorme para a época, suficiente para guardar mais de mil músicas.
Hoje, tocadores dedicados praticamente desapareceram (o iPod foi descontinuado em 2022), mas o jeito atual de consumir música deve muito a esse produto. E, curiosamente, ele voltou a ganhar status de item cult - inclusive entre quem nem viveu sua era de ouro.
iPhone (2007): o smartphone que virou padrão mundial
Se fosse para eleger um único marco, o iPhone seria um candidato óbvio. Ele foi o primeiro smartphone a consolidar o formato que se tornou universal: tela sensível ao toque de cerca de 8,9 cm, interface fluida que responde aos dedos e um corpo retangular que virou referência.
Quando Steve Jobs subiu ao palco em 2007 para apresentá-lo, a ambição era criar algo prático: um aparelho que dispensasse caneta stylus (muito comum naquele momento) e também não dependesse de teclado físico - um recado claro para o mundo BlackBerry. O efeito foi além do mercado: o iPhone alterou hábitos e rotinas em escala global. Dá para dizer sem exagero que ele se tornou um objeto com peso cultural.
Com o tempo, praticamente todo concorrente adotou variações do mesmo conceito, e passamos horas olhando para “retângulos” na mão. No caso do iPhone, chamar de “revolução” não é força de expressão.
Curiosamente, o primeiro modelo tinha limitações importantes: sem 3G, desempenho modesto e uma tela pequena para os padrões atuais. Ainda assim, ano após ano, a Apple refinou a receita com novas versões.
Mesmo que hoje os iPhones não sejam os únicos a trazer novidades relevantes, cada geração costuma acrescentar algum diferencial. O mais recente, o iPhone 17 Pro, chamou atenção com um design que já entrou no radar como potencial clássico.
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iPad (2010): a “ponte” entre celular e computador
Apresentado em 2010, o iPad seguiu a linha do iPhone e foi pensado como uma espécie de versão mais “de casa” do smartphone. Com tela de aproximadamente 24,6 cm e operação 100% por toque, ele buscava ocupar o espaço entre telefone e computador - o tal “elo” que faltava para várias tarefas do dia a dia.
Na prática, funcionou muito bem para jogar, ler e-mails e navegar por sites favoritos. O formato se espalhou pelo mercado e foi adotado por praticamente toda a concorrência.
Mesmo que tablets não estejam tão no centro das atenções quanto em 2010, eles continuam atraindo muita gente. E, historicamente, o iPad também tem um peso especial: foi um dos últimos grandes projetos ligados a Steve Jobs antes de sua morte, em 2011.
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MacBook Neo (2026): preço mais acessível com cara de ruptura
O MacBook Neo não inaugurou um formato inédito como alguns marcos anteriores, mas tem tudo para entrar na história da computação por outro motivo: reposicionamento de preço. Se por muito tempo os MacBooks ficaram mais associados a um público com maior poder aquisitivo, o Neo quebra essa expectativa ao aparecer com uma proposta bem mais barata: € 699.
Ainda é cedo para medir o tamanho do efeito desse tipo de lançamento, mas a tendência é que a concorrência acabe respondendo - mesmo existindo, hoje, alternativas sólidas no universo Windows com preços competitivos.
E há um ponto especialmente relevante para o Brasil: quando a Apple mexe em faixas de preço e segmentação, a consequência costuma chegar por aqui de forma indireta, seja via importação, seja por mudanças de estratégia de parceiros, varejo e mercado de usados. Em outras palavras, o impacto de um Mac mais acessível pode ir além de quem compra o modelo novo - e reorganizar a percepção de valor de toda a linha.
Feliz aniversário de 50 anos, Apple.
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