O Aeroporto de Lyon-Saint Exupéry está testando o Miroki, um robô de pequeno porte criado para ajudar viajantes de forma interativa. Desenvolvido pela startup francesa Enchanted Tools, o Miroki foi colocado em operação no Terminal 1.
Quem passa pelo aeroporto já pode encontrá-lo circulando pelos corredores. Ele chama atenção pela cabeça de raposa, que lembra o personagem Ratchet, do videogame Ratchet & Clank. Na prática, o Miroki percorre o Terminal 1 para auxiliar passageiros que se perderam. Além de permitir uma conversa rápida para tornar a espera menos cansativa, a função principal do robô é responder perguntas simples e orientar quem precisa de direção.
Entre as dúvidas que ele consegue atender estão: para onde ir para fazer o check-in e depois embarcar? Quais serviços e lojas estão disponíveis? Qual transporte/ônibus shuttle escolher para seguir viagem? E, quando a solicitação for mais específica ou complexa, o robô encaminha a pessoa a um balcão de atendimento com um funcionário.
Aceitabilidade da presença robótica com o Miroki
Embora consiga interagir bem tanto em francês quanto em inglês, o Miroki não tem, neste momento, o objetivo de substituir os agentes que trabalham no local. O atendimento humano continua sendo essencial, e a iniciativa funciona sobretudo como um experimento. De acordo com a Vinci Airports, responsável por encomendar o projeto, a proposta é diminuir erros de orientação e avaliar a eficácia da assistência robotizada em um ambiente real.
Além disso, os passageiros poderão deixar avaliações de satisfação para medir como é a aceitação de um robô ao longo do trajeto dentro do terminal. Desde outubro, o Miroki atua antes do controle de segurança com a meta de tornar o fluxo de viajantes mais fluido. A partir de dezembro, ele passará a operar após os controles, já na área comercial, para destacar serviços e lojas e, assim, enriquecer a experiência do cliente.
Como complemento a esse uso no atendimento, a presença do robô também pode contribuir para a acessibilidade: quando bem configurado, um assistente desse tipo ajuda pessoas que estão com pressa, viajantes em conexão e até quem tem dificuldade em identificar sinalizações, oferecendo orientações diretas e repetíveis sem desgaste.
Outro ponto relevante em testes desse gênero é a clareza sobre o funcionamento do atendimento: deixar explícito quando a orientação é automatizada e quando será necessário um atendente humano tende a reduzir frustrações e aumentar a confiança, especialmente em momentos críticos como o pré-embarque.
Segundo Cédric Fechter, presidente do conselho executivo dos Aeroportos de Lyon, “essa experimentação com a Enchanted Tools demonstra nosso compromisso contínuo com a inovação e nossa vontade de explorar novas soluções para uma mobilidade cada vez mais eficiente”. Os resultados do piloto indicarão se o acordo com a startup francesa terá continuidade - empresa que planeja comercializar o protótipo ao longo de 2026.
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