Pular para o conteúdo

Produção automotiva em Portugal perde ritmo no início de 2025

Carro esportivo vermelho estacionado em ambiente interno com contêineres e guindastes ao fundo.

A fabricação de automóveis em Portugal começou 2025 em desaceleração. Entre janeiro e março, as fábricas instaladas no país entregaram 81.246 veículos, volume 15% menor do que o registrado no mesmo intervalo do ano anterior, de acordo com dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

Em março, a tendência de queda se manteve: foram produzidas 29.310 unidades, o que representa recuo de 7,6% em comparação com o mesmo mês de 2024.

A retração atingiu praticamente todos os segmentos. A produção de veículos leves de passageiros, que responde pela maior parcela da indústria nacional, encolheu 19,5%, somando 62.277 unidades. Já o segmento de veículos pesados teve a pior performance, com queda de 38,8% em relação ao primeiro trimestre de 2024 e apenas 842 unidades fabricadas.

A única evolução positiva veio dos veículos leves de mercadorias. Nesse grupo, a produção avançou 7,7% e chegou a 18.127 unidades. Ainda assim, esse crescimento não foi suficiente para neutralizar o saldo negativo acumulado no trimestre.

Quase toda a produção automotiva portuguesa segue para o exterior

Os resultados reforçam o peso das exportações na balança comercial de Portugal, já que 97,3% dos veículos produzidos no país têm como destino o mercado externo.

A Europa permanece como principal comprador da produção automotiva portuguesa, absorvendo 86,4% do total exportado. Entre os países europeus, a Alemanha lidera as importações de automóveis feitos em Portugal, com 17,8% de participação, seguida por Itália (12,9%), Espanha (10,6%) e França (10,6%).

A dependência do mercado externo também ajuda a explicar por que oscilações na procura internacional têm impacto tão direto sobre o desempenho das fábricas portuguesas. Em um setor altamente integrado, qualquer redução nos pedidos pode se refletir rapidamente na utilização da capacidade produtiva e no planejamento das linhas de montagem.

Além disso, o avanço da eletrificação e a adaptação das cadeias industriais continuam a ser fatores importantes para a competitividade do setor. Nesse cenário, manter a produção estável e fortalecer a presença nos mercados de exportação tornam-se pontos decisivos para sustentar a atividade nos próximos meses.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário