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The Quail e a Monterey Car Week: superesportivos, clássicos e celebridades

Carro esportivo verde metálico McLaren com placa "THE QUAIL 24" em exposição interna com capacete e luvas ao lado.

Uma jovem simpática, vestida de branco da cabeça aos pés, circula com muita educação e pergunta a todos: “Vocês gostariam de uma taça de champanhe?”. Quando uma nova garrafa é aberta, o espumante começa a borbulhar nas taças. Esse ritual de recepção já faz parte do The Quail tanto quanto os carros ultraexclusivos e os chapéus de palha.

A Monterey Car Week é, sem dúvida, o evento automotivo mais exclusivo do ano, e o encontro de sexta-feira no campo de golfe do The Quail - um verdadeiro salão do automóvel ao ar livre - está entre os momentos mais aguardados dessa maratona de sete dias dedicada a joias sobre rodas.

Aqui, o que vale é a celebração do prazer de se deslocar com estilo. Carros elétricos puros e roupas produzidas com materiais sustentáveis acabam ficando em segundo plano. Nos pés das mulheres, sandálias Hermès; nos ombros, bolsas Prada em destaque. E há uma razão para tanto refinamento: o ingresso, quando comprado com antecedência, custa US$ 1.200 (cerca de 1 mil euros) e sai pelo dobro na bilheteria.

Além de ser uma vitrine de máquinas raríssimas, o evento também funciona como ponto de encontro para colecionadores, designers e executivos que conversam sobre restauração, autenticidade e o futuro do automóvel. É um ambiente em que tradição e inovação convivem lado a lado, com o mesmo nível de atenção dedicado tanto ao acabamento de um clássico quanto à estreia de um protótipo.

A “passarela” automotiva continua nos estacionamentos ao redor do local: as vagas ficam tomadas por Ferrari, McLaren e SUVs caríssimos de marcas de luxo como Rolls-Royce e Bentley.

A concentração de celebridades por metro quadrado também impressiona. Jean Todt, ex-presidente da Federação Internacional do Automóvel, caminha pelo gramado. Já na McLaren, Emerson Fittipaldi, ex-campeão mundial de Fórmula 1, que não aparenta seus 77 anos, posa ao lado do McLaren M23 que o levou ao título em 1974 e troca ideias com admiradores.

Essa agitação elegante combina perfeitamente com o tapete verde bem cuidado desse clube de golfe exclusivo. Mas, no fim das contas, as verdadeiras estrelas são os veículos, impecavelmente polidos para brilhar e conquistar olhares sob o sol do norte da Califórnia.

Automóveis de todas as épocas em The Quail

O Lamborghini Espada Serie II, de 1971, tem seu lugar garantido aqui, mas ele não está sozinho: também chamam atenção o compacto BMW Isetta e o Ford Model 40, de 1934, cuja grade frontal faz os modelos atuais da BMW parecerem discretos.

O Ruf Rodeo é a interpretação feita pela pequena fabricante de Pfaffenhausen para o Porsche 911 Dakar, embora tenha chegado antes dele. O projeto foi apresentado como um conceito há quatro anos e agora finalmente ganha vida.

Um dos grandes destaques do The Quail 2024 é a mostra “A Evolução do Superesportivo”. Entre os carros presentes, um dos mais raros é o Mercedes-Benz CLK GTR Roadster, uma das versões de rua do carro que competiu em Le Mans, equipado com um V12 AMG.

As comemorações dos “100 anos da MG” também receberam a devida atenção, em contraste com a exibição do Rezvani Vengeance, um veículo blindado preparado especialmente para a ocasião e equipado até com spray de pimenta para afastar visitantes indesejados.

Motocicletas esportivas clássicas, como a Bultaco Metralla MK2 250 Street, igualmente despertam interesse, assim como o FIAT Shellette conversível. Criado por Michelotti, ele deriva do FIAT 850 e faz parte de uma série de 80 unidades produzidas para proprietários de iates da Riviera.

A poucos passos dali está um Ferrari 365 GT4, de 1975, transformado em uma perua esportiva pela empresa suíça de Willy Felber. Ainda assim, ele não é o veterano que mais chama atenção no desfile, porque o Ford Model 40 Five Window modificado também disputa o olhar dos visitantes.

As novidades e os superesportivos da Monterey Car Week

Nesse encontro, mais de um século de história do automóvel é celebrado com modelos que vão do período anterior à Segunda Guerra Mundial até os superesportivos híbridos recarregáveis atuais, como o novo Bugatti Tourbillon e o Lamborghini Temerario.

O substituto do Huracán chega com impressionantes 920 cv, capazes de entregar números de respeito, como a arrancada de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos e velocidade máxima de 340 km/h.

Na Maserati, o destaque atende pelo nome de GT2 Stradale, que deixa de lado a designação MC20 e assume de vez o papel de versão de rua do GT2 de competição. Com 640 cv e velocidade máxima de 320 km/h, o “tridente de corrida” ainda assim não escapa de ficar atrás no duelo de superesportivos no norte da Itália.

Um pouco mais adiante, o Rimac Nevera R, totalmente elétrico, entrega espantosos 1550 kW, ou 2107 cv, e se posiciona entre os superesportivos mais potentes em exibição.

Entre várias outras façanhas, ele faz de 0 a 300 km/h em 8,6 segundos e alcança 412 km/h em pista e 350 km/h nas ruas. Haja pneu para aguentar isso!

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