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Governo quer reduzir drasticamente os pedágios da A41 para caminhões e aliviar a VCI no Porto

Dois caminhões branco e azul passando por praça de pedágio em rodovia sob céu claro.

Para diminuir a pressão sobre a VCI, a Via de Cintura Interna do Porto, o Governo anunciou que pretende cortar de forma acentuada os pedágios da A41 (CREP - Circular Regional Externa do Porto) para veículos pesados de carga, com a intenção de torná-los, na prática, tendencialmente gratuitos.

“A tendência é que a redução acabe sendo gratuita para todos os veículos pesados”, afirmou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, depois de uma reunião com os prefeitos da Área Metropolitana do Porto.

A medida, porém, não deve começar a valer antes de janeiro de 2026. Até lá, será criado um grupo de trabalho que terá seis meses para definir os critérios concretos da mudança tarifária.

O que significa “tendencialmente gratuita” na A41?

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, explicou que a eventual isenção pode mudar conforme o tipo de veículo e o horário em que ele circula. “Isso não pode interferir no que diz respeito ao transporte de passageiros”, ressaltou. Na avaliação do autarca, não haveria benefício em zerar pedágio entre 3h e 4h da madrugada.

Em 2024, segundo cálculos do IMT citados pela Renascença, a média de veículos que circulavam na VCI subiu 1,1% em relação a 2023, passando de 131,2 mil para 132,6 mil automóveis. O Governo estima que a nova medida possa reduzir entre 16% e 20% do tráfego de veículos pesados nessa via.

Mesmo com o Governo em gestão, Miguel Pinto Luz esclareceu que a decisão se apoia em um despacho aprovado antes da demissão do Executivo e que contou com o consenso dos representantes municipais da região.

A expectativa é que a alteração desvie parte do transporte de carga para a CREP, alivie gargalos nos acessos urbanos e dê mais fluidez à circulação na VCI, especialmente nos períodos de maior congestionamento.

Nos próximos meses, o grupo de trabalho deverá também detalhar mecanismos de fiscalização e acompanhamento, para que a mudança tenha efeito prático sem prejudicar o transporte de passageiros nem criar desequilíbrios entre os diferentes usos da rodovia.

“Este é um momento histórico porque, pela primeira vez, temos um Governo que assume o compromisso de que esse modelo vai ser alterado.”

Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto

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