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Trump eleva tensão comercial com a UE ao impor tarifas de 25% sobre automóveis importados

Carro esportivo branco em exposição com placa dianteira "TRUMP TARIFFS" e globo terrestre ao lado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 25% sobre todos os carros importados pelo país a partir de 3 de abril, intensificando o atrito comercial com a União Europeia (UE).

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ainda não apresentou possíveis medidas de retaliação. Mesmo assim, a construção de um consenso tende a ser urgente, já que os EUA são o principal destino das exportações automotivas da UE.

Tarifa de Trump sobre automóveis importados: o impacto em números

Vamos aos dados. De acordo com o Eurostat, em 2024 a UE exportou ao todo 154,7 bilhões de euros, o equivalente a 4,5 milhões de veículos, para o mercado global.

Desse total, 38,5 bilhões de euros - ou 749 mil unidades - foram enviados aos EUA, o que corresponde a um quarto das exportações automotivas europeias. O volume caiu 4,6% em relação a 2023.

Também vale destacar que esses números não incluem peças automotivas. Somente na categoria Peças de Automóveis (Motor Vehicle Parts), as exportações somaram 8,88 bilhões de euros.

Essa situação aumenta ainda mais a apreensão da indústria, especialmente porque Trump também anunciou tarifas sobre determinados componentes automotivos - motores, transmissões e outras partes do trem de força e sistemas elétricos -, que passam a valer em 3 de maio.

Além do efeito direto sobre montadoras e fornecedores, a medida pode pressionar preços ao consumidor e reorganizar cadeias de produção em vários países europeus. Empresas com fábricas integradas entre a UE e os EUA também podem enfrentar custos adicionais, atrasos logísticos e maior dificuldade para manter margens de lucro.

A ameaça de tarifas vai além dos automóveis

O problema, porém, é mais amplo do que o setor automotivo. Desde que assumiu a presidência, Donald Trump vem ameaçando impor novas tarifas sobre todos os bens importados da UE.

Os EUA não são apenas o maior destino dos carros europeus. Em 2024, o país também foi o principal comprador de bens da UE. No ano passado, os norte-americanos responderam por 20,6% de todas as exportações europeias, o equivalente a mais de 500 bilhões de euros.

Dentro desse conjunto, os automóveis ocupam apenas a terceira posição entre os produtos mais exportados para o mercado norte-americano. Em primeiro lugar estão os produtos medicinais e farmacêuticos, com 77,5 bilhões de euros, seguidos pelos medicamentos, que somaram 42,3 bilhões de euros.

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