A Nissan apresentou, de uma só vez, três modelos que devem desembarcar no mercado entre este ano e o próximo. São as novas gerações do Micra, do Leaf e do Juke, que, embora sigam caminhos diferentes, têm um ponto em comum: todos serão 100% elétricos.
O Nissan Juke dispensa grandes apresentações. A primeira geração do crossover japonês chegou em 2010 e acabou se tornando uma referência no segmento. Dez anos depois, em 2020, veio a segunda geração.
Agora, a marca já prepara a terceira geração do modelo, prevista para 2026, e a principal novidade será justamente a eletrificação total. Ou seja, o futuro Juke deixará de lado qualquer versão a combustão.
O que esperar do novo Nissan Juke elétrico?
O próximo Juke vai buscar inspiração no protótipo Hyper Punk, mostrado no Salão de Tóquio de 2023, e deve apostar em um visual ousado, angular e bem diferente do padrão atual.
Por enquanto, a Nissan divulgou apenas uma imagem, na qual o novo Juke aparece em destaque sutil ao lado dos novos Leaf e Micra. Ainda assim, já é possível perceber o contorno da carroceria e alguns traços de design que não rompem totalmente com o que os antecessores construíram.
Outro detalhe chama atenção: o modelo parece mais baixo que o Juke atual. Isso provavelmente está ligado à aerodinâmica, já que cada detalhe conta na busca por alguns quilômetros extras de autonomia.
No campo técnico, as informações ainda são limitadas. Até agora, a única confirmação é que o novo Nissan Juke será produzido “ao lado” do Leaf, na fábrica da marca em Sunderland, no Reino Unido. Isso abre espaço para especulações sobre a base mecânica que será usada.
Uma possibilidade é que o SUV adote a mesma plataforma AmpR Medium, hoje associada a baterias de 60 kWh e 87 kWh. Essa arquitetura também é usada pelo maior Ariya e pelo mais compacto Renault Megane.
Embora esses dois modelos estejam posicionados em categorias acima do Juke, vale lembrar que o Juke atual, nas versões a combustão e híbrida, usa a plataforma CMF-B, voltada a carros compactos, e ainda assim é mais comprido e mais largo que o Renault Megane, por exemplo.
A outra hipótese é que o futuro Juke recorra à plataforma AmpR Small, a mesma do Renault 5 e do novo Nissan Micra. Essa base também será utilizada pelo Renault 4, outro SUV elétrico compacto da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.
Mesmo com a possibilidade de os dois modelos japoneses saírem da mesma fábrica e até compartilharem a mesma plataforma, o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Nissan na Europa, David Moss, afirmou à Autocar que cada um terá identidade própria, inclusive com distâncias entre eixos diferentes.
A eletrificação do Juke também pode representar uma oportunidade importante para a Nissan reposicionar o modelo. Em um segmento cada vez mais competitivo, a combinação entre estilo marcante, pacote tecnológico e eficiência energética será decisiva para atrair consumidores que procuram um SUV urbano com personalidade.
Para quem já conhece o Juke atual, a convivência entre a geração em venda e a nova versão elétrica pode funcionar como uma transição gradual. Assim, a Nissan mantém opções para públicos distintos enquanto acelera sua estratégia de eletrificação na Europa.
Quando chega o Nissan Juke elétrico?
O novo Nissan Juke 100% elétrico deve chegar em 2026, mas a marca ainda não informou uma data exata para a apresentação oficial.
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