O Porsche 911 GT3 RS (992) é uma máquina tão impressionante quanto feroz, e representa a evolução mais radical de uma história que começou há mais de 20 anos.
Mesmo assim, houve outro GT3 RS que chamou a atenção de Guilherme Costa durante um evento promovido pela Porsche no Autódromo do Estoril - o vídeo já está a caminho…
Embora não tenha um visual tão exuberante nem consiga acompanhar o seu sucessor em desempenho absoluto, o 911 GT3 RS da geração 997 destaca-se por um trunfo maior: o magnífico motor Mezger, nascido da competição.
Hans Mezger foi o verdadeiro mestre dos motores na Porsche e o responsável pelo seis cilindros boxer que definiu o 911 desde a primeira geração - uma figura e uma história que qualquer entusiasta da marca, e não só, deveria conhecer.
Foi também ele quem criou o motor boxer do incontornável 911 GT1 e foi precisamente esse projeto que serviu de base aos então novos 911 GT3 e GT3 RS da geração 996. Haverá melhor credencial do que essa?
Ao longo do tempo, o motor Mezger recebeu várias evoluções e códigos diferentes, de M96.70 a M97.74. No Porsche 911 GT3 RS (997.1), falamos do M97.76, um 3,6 litros de aspiração natural capaz de debitar 415 cv às 7600 rpm e de produzir um som que poucos motores conseguem igualar.
Essa foi também a última geração do 911 a recorrer ao motor Mezger, num percurso que culminou no muito especial 911 GT3 RS 4.0.
Mais do que números, o 997 GT3 RS representa uma era em que a ligação entre o piloto e a máquina ainda era absolutamente central. A direção comunicativa, a resposta imediata do motor e a filosofia de carro de pista homologado para estrada ajudaram a torná-lo num dos 911 mais reverenciados por colecionadores e puristas.
Hoje, essa combinação de engenharia de competição, carácter mecânico e autenticidade faz com que o GT3 RS da geração 997 seja visto não apenas como um modelo intermédio da linhagem, mas como um dos capítulos mais importantes da história do 911 GT3 RS.
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