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Após 20 anos em serviço, os F-16 da Força Aérea da Polônia se preparam para modernização ao padrão Block 70.

Militar em uniforme trabalha na manutenção de caça tático cinza dentro de hangar bem iluminado.

Em 14 de março do ano passado, a data não passou despercebida para a Lockheed Martin, porque a jornada já havia sido registrada 20 anos antes, em 2006, quando o primeiro F-16 Block 52+ destinado à Força Aérea da Polônia decolou pela primeira vez. Agora, pouco mais de duas décadas depois, a frota de Fighting Falcon segue como um dos pilares da aviação de combate polonesa e da OTAN no leste da Europa, ao mesmo tempo em que se prepara para o próximo grande salto com a modernização para o Block 70 Viper.

Peace Sky e o F-16 da Força Aérea da Polônia

Antes desse primeiro voo, a trajetória do F-16 na Força Aérea da Polônia começa com a decisão de Varsóvia de renovar sua aviação de combate com uma nova plataforma, já que sua frota era formada por caças soviéticos como o MiG-21 e o Su-22.

Depois de várias avaliações, nas quais também foram consideradas opções como o Mirage 2000 e o Gripen, o escolhido foi o F-16 Fighting Falcon. A confirmação da seleção e da compra ocorreu em 2003, com a aquisição de 48 unidades do Block 52+, dando origem ao Programa Peace Sky.

O contrato, assinado em 18 de abril de 2003 por US$ 3.500 milhões, incluía um lote de 36 F-16C monopostos e 12 F-16D bipostos. Além disso, o programa também previa retornos industriais para a Polônia, cujas empresas passaram a integrar a cadeia de produção do caça.

Em 2006, enquanto o treinamento de pilotos e equipes polonesas avançava na 162.ª Ala de Caça da Guarda Nacional Aérea dos Estados Unidos, em 14 de março o primeiro F-16C Block 52+, matrícula “4040”, voou pela primeira vez.

Hoje, mais de 20 anos depois, a Lockheed Martin marcou a data ao afirmar que: “Duas décadas depois, o F-16 está no centro da defesa aérea da Polônia. Operado por pilotos poloneses e apoiado por pessoal de solo polonês, o F-16 protege os céus do país ao mesmo tempo que reforça a segurança no flanco oriental da OTAN, graças a uma parceria de décadas entre a Polônia e a Lockheed Martin”.

Depois disso, as entregas oficiais começaram em 2006, de modo que, em 2010, “... a aeronave assumiu funções de Alerta de Reação Rápida (QRA) na defesa do espaço aéreo polonês, e a Polônia formou seus primeiros pilotos de F-16 treinados em âmbito nacional. Da mesma forma, a capacidade de sustentação foi ampliada à medida que a Wojskowe Zakłady Lotnicze N.º 2 (WZL-2), em Bydgoszcz, cresceu para reforçar a manutenção dos F-16 dentro do país, fortalecendo a disponibilidade operacional e o apoio soberano”, detalhou a empresa norte-americana.

Modernização do F-16 da Polônia para o Block 70

Olhando para o futuro, os F-16 Block 52+ serão modernizados para o Block 70 Viper, uma medida anunciada em agosto passado em um acordo avaliado em US$ 3.800 milhões.

Ao comentar a decisão e sua confirmação, o vice-primeiro-ministro Kosniak-Kamysz declarou que: “As capacidades atuais da versão C/D do F-16 são boas, mas, depois de 20 anos, são insuficientes para enfrentar as ameaças. Precisamos aprimorar as capacidades de reconhecimento, as comunicações, a integração com o F-35, o Abrams e o Apache, além da capacidade de operar em qualquer ambiente. A modernização, avaliada em US$ 3.800 milhões, permitirá a transição da versão C/D Bloco 52 para a versão V Bloco 72, a mesma que os eslovacos adquiriram, entre outros, como sua aeronave mais moderna”.

A modernização, aproveitando a capacidade industrial já instalada no país, ficará a cargo da Planta de Aviação Militar N.º 2 de Bydgoszcz, com foco na integração dos novos radares AESA AN/APG-83 SABR, dos sistemas de identificação amigo-inimigo e dos sistemas de comunicações.

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