Pular para o conteúdo

Marinha da Índia encerra o MILAN 2026, o principal exercício naval multilateral da região

Oficial da marinha da Índia observa destróieres alinhados no mar segurando binóculos.

Com o Indo-Pacífico cada vez mais no centro das atenções, a Marinha da Índia declarou encerrado o MILAN 2026 - um dos maiores exercícios navais multinacionais promovidos por Nova Delhi. A edição deste ano reuniu cerca de 60 meios, entre navios de superfície, submarinos e aeronaves de diferentes marinhas do Indo-Pacífico e de outras regiões. As atividades ocorreram de 15 a 25 de fevereiro, em Visakhapatnam, no Oceano Índico.

Como já havia sido noticiado pela Zona Militar, o exercício foi conduzido em duas etapas bem definidas - uma fase em porto e outra em alto-mar - e abrangeu operações combinadas de guerra antissubmarino, defesa aérea, manobras de superfície e exercícios de interdição marítima. Segundo informações divulgadas por autoridades indianas e pela imprensa local, a fase marítima, que pudemos acompanhar, contou com mais de 40 navios de guerra, diversos submarinos e quase 30 aeronaves, reforçando o MILAN 2026 como um dos maiores exercícios navais multilaterais do ano na região.

O MILAN 2026 trouxe marinhas da Ásia, Europa, África e Oceania, reforçando a intenção da Índia de se projetar como um ator-chave na arquitetura de segurança do Indo-Pacífico. Entre os participantes de maior destaque esteve a Rússia, com o destacamento do destróier antissubmarino RFS “Marshal Shaposhnikov” (BPK 543), além de outras unidades convidadas para a Revista Naval Internacional (IFR) e para o próprio exercício.

Outros meios presentes incluíram o KD “Sri Indera Sakti”, navio de apoio logístico multifuncional da Marinha Real da Malásia, e a corveta “Al-Emarat” dos Emirados Árabes Unidos. Aeronaves de patrulha marítima da França, Alemanha e Estados Unidos também marcaram presença.

Cenários Operacionais e Capacidades Desdobradas

Ao longo da fase marítima, foram executadas manobras de maior complexidade, como operações coordenadas de guerra antissubmarino, exercícios de defesa aérea com formações multinacionais, manobras de superfície e comunicações táticas, além de ações de interdição e abordagem no mar. As atividades tiveram apoio de contratorpedeiros, fragatas, submarinos e aeronaves de patrulha marítima, possibilitando o treinamento de procedimentos em cenários de guerra de alta intensidade em uma área onde a movimentação naval tem crescido de forma constante nos últimos anos. Além disso, o exercício serviu para validar a coordenação interpartidária, a capacidade de resposta rápida e as melhores práticas, alinhadas à visão do MAHASAGAR: Avanço Mútuo e Abrangente para a Segurança e o Crescimento em Todas as Regiões.

A conclusão do MILAN 2026 também acontece em meio a um período de forte atividade naval no Indo-Pacífico, no qual a China segue ampliando sua presença marítima por meio de exercícios e patrulhas. Nesse cenário, a Índia procura consolidar sua posição como provedora de segurança marítima e como ponto focal para forças navais interessadas em preservar a estabilidade e a liberdade de navegação nas principais rotas comerciais do Oceano Índico.

Você também pode se interessar por: A Marinha da China testará em breve seu novo canhão naval de 155 mm

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário