Projeto norueguês amplia a tecnologia CCS com carbono biogênico de fontes municipais
No âmbito do projeto Northern Lights, na Noruega, começou a injeção de dióxido de carbono biogênico (CO2) obtido a partir de águas residuais. É a primeira vez que o carbono liberado no processo de tratamento de esgoto é usado em um sistema de captura e armazenamento de carbono (CCS).
O CO2 biogênico vem da estação de tratamento Veas, localizada perto de Oslo. Trata-se da maior instalação de processamento de águas residuais da Noruega, que atende mais de 800 mil pessoas. Em vez de liberar o dióxido de carbono na atmosfera, a Veas o captura, o liquefaz e o leva até o terminal em Øygarden.
Desde fevereiro de 2026, a empresa Inherit transporta o CO2 da Veas até o terminal Northern Lights. Lá, o dióxido de carbono é descarregado em tanques terrestres e, depois, segue por um gasoduto com cerca de 100 quilômetros de extensão até instalações marítimas de armazenamento, onde é injetado a 2.600 metros de profundidade sob o leito marinho.
O Northern Lights opera como uma rede aberta de armazenamento de carbono, permitindo que empresas de diferentes países europeus utilizem a mesma infraestrutura para transportar e armazenar CO2. Na primeira fase, o projeto foi dimensionado para guardar até 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano, com planos de ampliar a capacidade para 5 milhões de toneladas. O projeto-piloto com efluentes foi concebido para tratar até 7.000 toneladas de CO2 por ano.
O projeto integra uma iniciativa mais ampla, chamada Longship, voltada à criação de uma cadeia completa de captura e armazenamento de carbono. Isso abrange a coleta de CO2 de várias fontes, seu transporte e o armazenamento de longo prazo em reservatórios subterrâneos.
O empreendimento já firmou acordos com várias empresas europeias para armazenar suas emissões. A incorporação de carbono biogênico proveniente de águas residuais evidencia o potencial de expansão da tecnologia CCS para novas fontes de emissão.
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