A estação Mir foi retirada da órbita e virou uma chuva de fogo sobre o Oceano Pacífico
Em 23 de março de 2001, chegou ao fim uma das histórias mais simbólicas da exploração espacial: a estação orbital Mir foi deliberadamente desativada e enviada de volta à atmosfera.
A manobra aconteceu em etapas: primeiro, a nave cargueira Progress M1-5 reduziu a órbita do complexo para cerca de 220 km; depois, foram aplicados impulsos adicionais de frenagem, que baixaram a estação ainda mais. A manobra final durou mais de 20 minutos, e só então a estrutura começou a se desintegrar.
Cerca de meia hora depois, a Mir entrou nas camadas densas da atmosfera sobre a região do Oceano Pacífico, onde a maior parte da estrutura queimou. Os fragmentos que não tiveram tempo de se destruir caíram em uma área remota da parte sul do oceano, conhecida como uma espécie de cemitério de tecnologia espacial. A operação foi planejada minuto a minuto e ocorreu sem desvios.
A estação começou sua trajetória em 1986 e, aos poucos, se transformou em um complexo científico completo, formado por vários módulos. Ali foram realizados experimentos em medicina, física e outras áreas. No entanto, no fim dos anos 1990, a falta de financiamento e falhas técnicas tornaram impossível manter sua operação.
A Estação Espacial Internacional (ISS) começará a ser desativada a partir de 2028. Antes disso, o chefe da Roscosmos, Dmitri Bakanov, afirmou que o lançamento do primeiro módulo da estação orbital russa ROS a partir de Baikonur para uma órbita de 51,6 graus está previsto para 2028.
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