A notícia foi divulgada pelo Wall Street Journal no último dia de abril e teve efeito de bomba: o conselho de administração da Tesla terá começado, há cerca de um mês, a procurar um sucessor para Elon Musk.
A liderança de Musk passou a ser questionada, inclusive pelo próprio conselho de administração, depois de meses de queda nas vendas e do seu envolvimento no governo de Donald Trump, à frente do DOGE (Departamento de Eficiência Governamental).
A presidente do conselho, Robyn Denholm, já veio a público negar essa hipótese. Numa publicação na conta oficial da Tesla na plataforma X, Denholm classificou a reportagem como “absolutamente falsa”.
“Ainda hoje, um meio de comunicação publicou uma informação errada, afirmando que o conselho da Tesla tinha contactado empresas de recrutamento para iniciar uma busca por um CEO na empresa.
Isso é absolutamente falso (e essa informação foi comunicada à imprensa antes de a reportagem ser publicada).
O CEO da Tesla é...” - Tesla (@Tesla) 1º de maio de 2025
No relatório em causa, o jornal afirmou que o conselho de administração teria recorrido a empresas de recrutamento executivo devido às preocupações dos investidores com o envolvimento político de Musk e com a alegada falta de atenção dedicada à Tesla.
Na mesma publicação na rede social, pode ler-se: “O CEO da Tesla é Elon Musk e o conselho de administração está muito confiante na sua capacidade de continuar a executar o plano de crescimento que se aproxima”.
Envolvimento político de Elon Musk e Tesla sob pressão
Nos bastidores, porém, a pressão sobre Musk continua a aumentar. Ainda segundo o mesmo relatório, alguns membros do conselho de administração, entre os quais o cofundador J. B. Straubel, têm-se reunido com investidores para tentar acalmá-los quanto ao futuro da empresa.
O conselho estará também a ponderar a nomeação de um diretor independente, numa tentativa de responder às críticas sobre a falta de supervisão interna.
Uma das principais fontes de preocupação é o envolvimento político de Musk, em especial o seu papel na administração de Donald Trump - algo que o próprio já admitiu ter afetado o seu foco na Tesla.
Esse envolvimento político deu origem a inúmeros protestos contra Musk e contra a Tesla, tanto nas ruas como nas redes sociais, além de campanhas de boicote e atos de vandalismo em vários países contra os veículos e os espaços da marca.
Para complicar ainda mais o cenário, no primeiro trimestre de 2025 os lucros da Tesla caíram 71%. Perante isso, Musk garantiu recentemente que, a partir de maio, reduzirá “significativamente” o tempo dedicado à política para voltar a concentrar-se na liderança da empresa.
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