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Os aviões Su-25 da Força Aérea da Coreia do Norte recebem novos mísseis de cruzeiro, ar-ar e antitanque.

Caça militar camuflado com dois militares em uniforme realizando manutenção em pista de aeroporto.

Aproveitando as comemorações do 80º aniversário da Força Aérea da Coreia do Norte, conduzidas pelo líder norte-coreano Kim Jong Un, o regime apresentou uma série de sistemas desenvolvidos localmente. O destaque foi um novo conjunto de mísseis e munições guiadas pensado para equipar o avião de ataque Sukhoi Su-25 Frogfoot. Pelas imagens divulgadas pela própria Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), o pacote aparenta incluir um míssil de cruzeiro, além de um míssil antitanque e um míssil ar-ar.

Em 30 de novembro, a Força Aérea do Exército Popular Coreano celebrou seus 80 anos com uma demonstração e uma exposição de novos desenvolvimentos e capacidades. O evento foi apresentado a Kim Jong Un, que se deslocou ao Aeroporto de Wonsan Kalma, na província de Kangwon.

Com a chegada do líder e o início da cerimônia oficial, foi possível ver no hangar principal diversos sistemas já em operação, abrangendo aeronaves tripuladas e não tripuladas, além de projetos ainda em desenvolvimento. Nesse último grupo, chamou atenção a futura aeronave de alerta aéreo antecipado e controle (AEW&C), derivada de um cargueiro Il-76, cuja campanha de voos de teste era esperada para começar em março passado.

Também foram citados os veículos aéreos não tripulados Saetbyol-4 e Saetbyol-9, que, do ponto de vista visual, são essencialmente cópias dos modelos norte-americanos RQ-4 Global Hawk e MQ-9 Reaper.

Ainda assim, boa parte do interesse de especialistas se concentrou em uma das aeronaves posicionadas à frente do líder. Tratava-se do Sukhoi Su-25, avião de ataque de origem russa/soviética em serviço na Força Aérea da Coreia do Norte, exibido com um conjunto completo de novas armas guiadas, ao que tudo indica produzidas internamente.

Armamentos do Sukhoi Su-25 Frogfoot da Força Aérea da Coreia do Norte

À primeira vista, é possível identificar o que parece ser um míssil de cruzeiro de longo alcance, com aparência semelhante à de mísseis de origem ocidental como o KEPD 350 Taurus, empregado pela Força Aérea da Alemanha e também pelos F-15K Slam Eagle da Força Aérea da Coreia do Sul. Outros analistas também apontaram semelhanças com o russo Kh-69, algo relevante diante da aproximação entre Moscou e Pyongyang no contexto da guerra na Ucrânia e do apoio oferecido pelo regime norte-coreano.

No campo das suposições - já que não há dados oficiais -, só é possível presumir que o desenvolvimento desse míssil de cruzeiro, cuja designação não foi divulgada, busque se aproximar das capacidades e características dos modelos mencionados. Com isso, pode-se inferir que o armamento talvez tenha alcance entre cerca de 200 e 500 km (124 a 310 milhas) e conte com sistema de navegação inercial e GPS, além de recursos eletro-ópticos para acompanhamento do terreno durante o voo.

Quanto ao restante do armamento observado, ele também lembra outros modelos ocidentais, distribuídos em diferentes pilones de múltiplas armas e voltados a funções como o ataque a alvos terrestres blindados, em linha com o papel do míssil britânico Brimstone.

Por fim, nas estações das pontas das asas - normalmente destinadas às armas de autodefesa ar-ar da aeronave, como o soviético R-60 -, aparece um míssil ar-ar que se assemelha ao IRIS-T, desenvolvido pela empresa alemã Diehl, usado tanto em caças quanto em sistemas de defesa antiaérea baseados em terra.

Foto de capa: Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

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