Pular para o conteúdo

Egito endurece regras de entrada: turistas agora precisam gastar mais para viajar ao país.

Pessoa com documentos e bilhete visa on arrival em balcão de atendimento com uma funcionária ao fundo e imagem de pirâmides.

Quem pretende voar para o Mar Vermelho nos próximos meses ou visitar as Pirâmides de Gizé precisa estar atento a uma mudança pequena, porém relevante. Desde o início de março, passaram a valer novas regras para o visto na chegada no Egito, afetando principalmente quem viaja em pacote turístico tradicional e quem decide tudo de última hora.

Nova regra de visto no Egito desde março: o que mudou

A partir de 1º de março de 2026, o Egito passou a cobrar mais pelo visto emitido diretamente no momento da entrada no país. Antes, esse visto turístico padrão na chegada custava 25 dólares americanos. Agora, o valor passou para 30 dólares americanos.

"As autoridades egípcias aumentaram a taxa do visto na chegada de 25 para 30 dólares americanos - um acréscimo de 20 por cento."

A alteração entrou em vigor com pouca divulgação. Por isso, muitos turistas só descobrem a nova cobrança no balcão do aeroporto, quando são orientados a pagar o montante em dinheiro. Para quem leva pouco dinheiro vivo ou fez contas com base no preço antigo, a situação pode gerar pressão e contratempos.

Como a cobrança aparece no passaporte

Do ponto de vista formal, o governo implementou o reajuste de uma forma simples. O visto continua sendo colocado no passaporte como um adesivo. A diferença é que agora é adicionada uma segunda etiqueta menor, com a indicação “+$5 / Surcharge Entry Visa Fee”, entre outras informações.

Na prática, o esquema fica assim:

  • Visto padrão na chegada: segue sendo um adesivo no passaporte
  • Taxa adicional: segunda etiqueta pequena com a observação da sobretaxa
  • Custo total: agora 30 em vez de 25 dólares americanos

Por isso, vale conferir no check-in e, principalmente, ao chegar, se as duas etiquetas foram coladas corretamente e se o total cobrado corresponde ao valor atual. Qualquer erro nesse ponto pode, em caso de dúvida, atrasar a entrada.

Quem realmente é impactado pelo aumento

A notícia positiva é que nem todo tipo de visto ficou mais caro. O reajuste atinge apenas o visto turístico simples emitido diretamente na entrada - em aeroportos e outras fronteiras - geralmente válido para uma única estadia de até 30 dias.

Por enquanto, seguem sem mudança:

  • Visto eletrónico (e-visto): solicitado online antes da viagem, com a mesma taxa de antes.
  • Vistos por embaixadas e consulados: os vistos emitidos por representações diplomáticas mantêm os valores anteriores.
  • Visto de múltiplas entradas: permanece em 60 dólares americanos, sendo mais indicado para viagens de negócios ou para quem planeia várias visitas.

Com isso, a atualização pesa sobretudo sobre o turista que resolve o visto no aeroporto - algo comum no Egito há anos.

e-visto no Egito: passou a valer mais a pena do que antes?

Com o aumento, outra alternativa ganha mais atenção: o e-visto. Muitos viajantes de países de língua alemã costumavam ignorar essa opção por comodidade, preferindo solicitar o documento diretamente no guichê da área de desembarque.

Agora a dúvida muda de tom: pedir online traz economia - ou pelo menos menos stress? As taxas não foram alteradas, mas o e-visto oferece vantagens concretas:

Visto na chegada e-visto antes da viagem
30 dólares americanos em dinheiro (geralmente em dólares) Pagamento online, muitas vezes com cartão de crédito
Solicitação após a aterragem Autorização já obtida antes do embarque
Possibilidade de filas no aeroporto Entrada potencialmente mais rápida na imigração
Surpresas com câmbio e cobranças Preço claramente visível com antecedência

Quem organiza o visto de forma digital não garante uma redução automática de custo, mas consegue planear com muito mais previsibilidade. Em caso de atrasos de voo ou chegada durante a noite, isso pode ajudar bastante.

O que viajantes da Alemanha, Áustria e Suíça devem observar agora

Para visitantes desses países, as condições principais de entrada praticamente não mudam. Ainda assim, alguns detalhes merecem mais atenção do que antes:

  • Verifique o passaporte: precisa estar válido por pelo menos seis meses após a data de retorno.
  • Planeie dinheiro em espécie: leve 30 dólares americanos por pessoa, de preferência com notas adequadas. Alguns guichês aceitam euros, mas o câmbio costuma ser menos vantajoso.
  • Tenha documentos de viagem à mão: confirmação do voo de volta e endereço do hotel podem ser solicitados ocasionalmente na entrada.
  • Conte com esperas: em períodos de férias, as filas no guichê de vistos podem aumentar bastante.

"Quem prefere tirar o visto de forma espontânea na chegada deve prever 30 dólares americanos em dinheiro e reservar tempo suficiente para as formalidades."

Por que o Egito aumentou a taxa

As explicações oficiais tendem a ser breves, mas a direção é clara: o Egito procura há anos ampliar a arrecadação com o turismo, que está em alta. Ao mesmo tempo, os custos internos com infraestrutura, segurança e administração também aumentaram.

Operadores de turismo já tinham recebido, no fim de fevereiro, sinais de que uma atualização estava a caminho. Entidades do setor falaram num aumento “leve”, que agora se concretizou. Para o governo, o ajuste é financeiramente atrativo, porque o volume de entradas é grande - e cada dólar extra, ao longo do ano, transforma-se em receita adicional considerável.

Quanto essa mudança pesa no custo da viagem?

Para uma família com dois filhos, a nova regra representa um acréscimo total de 20 dólares americanos. Em comparação com passagens, hotel e passeios, o valor é relativamente pequeno. Ainda assim, mudanças assim deixam um recado: viagens improvisadas ficam um pouco mais caras e exigem ligeiramente mais preparação.

Quem viaja com orçamento apertado deve ajustar o planeamento. Se cada real conta, vale comparar antecipadamente os custos entre diferentes tipos de visto e incluir também eventuais tarifas do próprio banco para pagamentos em moeda estrangeira.

Dicas práticas para entrar no Egito sem stress

Para evitar que as férias comecem com aborrecimento no guichê, algumas medidas simples ajudam:

  • Informe-se com antecedência sobre qual opção de visto se encaixa na duração da viagem.
  • Use notas de dólar pequenas e, de preferência, novas e sem danos - notas antigas ou rasgadas costumam ser recusadas.
  • Em viagens em grupo, confirme antes se a agência organiza o visto ou se cada pessoa precisa pagar por conta própria.
  • Guarde fotos do passaporte no telemóvel, caso seja necessário preencher algum formulário novamente.

Além disso, quem viaja ao Egito com frequência - por exemplo, para mergulho no Mar Vermelho ou compromissos de trabalho no Cairo - pode avaliar se o visto de múltiplas entradas compensa. Os 60 dólares americanos tendem a valer a pena a partir da segunda visita, especialmente quando as viagens acontecem com pouco intervalo entre si.

O que significa, na prática, “visto na chegada”

A expressão “visto na chegada” pode soar mais simples do que o processo, dependendo do aeroporto. No Egito, o procedimento normalmente funciona assim: após a aterragem, a pessoa vai primeiro a guichês específicos (muitas vezes operados como bancos) para comprar as etiquetas do visto. Só depois segue para a imigração, onde os agentes conferem se as marcas foram coladas corretamente.

Quem entra no país pela primeira vez costuma estranhar o facto de não ser tudo resolvido num único balcão. Com o aumento recente, o fluxo não ficou mais complexo, mas tornou-se ainda mais importante ter clareza sobre as etapas dentro do terminal - e já considerar na conta a nova referência de 30 dólares americanos.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário