Logo no momento em que a disputa pela internet via satélite em órbita baixa esquenta, a Amazon decidiu virar a página no nome do seu projeto. A empresa deixou para trás a marca “Kuiper” e adotou uma identidade definitiva para a rede - um movimento que não parece casual para quem quer encostar no Starlink, da SpaceX.
Em comunicado, o gigante do e-commerce relembra que tudo começou pequeno: “Começamos modestamente, com um punhado de engenheiros e alguns esboços no papel. Como a maioria dos primeiros projetos da Amazon, o programa precisava de um nome de código, e a equipe começou a trabalhar sob o nome ‘Project Kuiper’”. O codinome fazia referência ao Cinturão de Kuiper, um anel de asteroides que se estende além da órbita de Netuno.
A Amazon acrescenta: “Esse nome de código nos acompanhou ao longo de nossas primeiras etapas importantes: solicitar e obter as primeiras licenças, assinar o maior conjunto de contratos de lançamento da história, concluir uma missão protótipo e implantar nosso primeiro lote completo de satélites de produção no início deste ano”.
Mas agora, segundo a empresa, é hora de avançar com um nome permanente: Amazon Leo. A escolha é direta, pois remete a “Low Earth Orbit” (órbita baixa), a região de até 2.000 km acima da Terra onde a constelação opera.
Amazon conquista ainda mais clientes
A mudança de nome marca uma nova fase para a empresa, que ainda precisa competir com o colosso Starlink. A SpaceX já tem mais de 10.000 satélites em órbita, enquanto a Amazon opera 153 até o momento. Mesmo assim, ela vem ganhando espaço com clientes de peso como a Sky Brasil, a DirecTV Latin America e a operadora australiana National Broadband Network.
Além disso, a Amazon firmou uma parceria com a companhia aérea JetBlue para oferecer sua conexão de banda larga a bordo dos aviões da low-cost - mais um passo em um terreno onde a SpaceX também atua.
A empresa afirma: “Nossa missão de longo prazo continua a mesma, e estamos avançando bem nessa direção. Hoje, operamos uma das maiores cadeias de produção de satélites do mundo. Inventamos alguns dos terminais de cliente mais avançados já construídos, incluindo a primeira antena comercial de rede com comando eletrônico capaz de suportar velocidades na ordem de gigabit”. No fim, a constelação Kuiper Leo deve chegar a 3.236 satélites.
A Amazon pretende se apoiar no seu enorme ecossistema - em especial na Amazon Web Services (AWS) - para acelerar a adoção do Leo. O Starlink talvez tenha motivo para se preocupar…
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