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Samsung Galaxy Tab S11 Ultra: ultrafina até demais, e isso também cobra um preço

Pessoa usando caneta digital para assinar documento em tablet com pôr do sol na tela, ao lado de laptop fechado.

Prix : il ne fait aucun effort pour être aimable

Antes de qualquer impressão de tela ou primeira anotação com caneta, a Galaxy Tab S11 Ultra já deixa claro onde vai doer: no bolso. A Samsung segue numa fase de “mais fino a qualquer custo” - e isso vem acompanhado de um preço que não tenta ser simpático.

A versão Wi‑Fi que testamos, com 256 GB de armazenamento e 12 GB de RAM, sai por 1 340 €. Se você é do time que guarda tudo localmente, o salto é rápido: 1 460 € na versão de 512 GB e até 1 760 € no modelo máximo, com 1 TB e 16 GB de RAM (fora promo de lançamento).

Nesse valor, a caixa traz a S Pen (alô, Apple), um cabo USB‑C, mas nenhum carregador. É meio duro de engolir para um produto desse nível - o mínimo seria oferecer o carregador de graça, ao menos sob demanda.

Galaxy Tab S11 Ultra au meilleur prix
Prix de base : 1 339 €
Amazon (-29%) : 955 € - Consulter l'offre
Rueducommerce (-10%) : 1 209 € - Consulter l'offre
Samsung (-10%) : 1 210 € - Consulter l'offre
Boulanger (-3%) : 1 299 € - Consulter l'offre
eBay (-3%) : 1 299 € - Consulter l'offre
Rakuten : 1 359 € - Consulter l'offre
FNAC : 1 369 € - Consulter l'offre
Darty : 1 369 € - Consulter l'offre
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Design : magnifique, oui. Pratique… c’est une autre histoire !

Na primeira pegada, a Galaxy Tab S11 Ultra impressiona. Essa enorme placa de vidro e metal tem só 5,1 mm de espessura. Para ter noção, é 0,3 mm mais fina que a Tab S10 Ultra, que já parecia uma folha de papel perto da concorrência. E, com 692 g na balança, ela ainda fica 26 g mais leve que o modelo anterior.

A sensação é de segurar uma “folha premium” rígida, e não um computador completo com bateria de 11 600 mAh. O acabamento, como de costume na marca coreana, é impecável. O chassi em “Aluminium Armor” passa confiança e não cede sob os dedos.

No visual, é um acerto total. A tela ocupa quase toda a frente, com bordas reduzidas ao mínimo. Dá para notar também que a câmera frontal perdeu uma das duas lentes (a dedicada ao reconhecimento facial), o que ajuda a diminuir bastante o tamanho do notch.

Outra boa surpresa: a certificação IP68 está presente, algo raro em tablets e que merece destaque. Em termos práticos, dá até para usar perto da piscina (ou na área gourmet) sem entrar em pânico com qualquer respingo.

Só que essa corrida por milímetros não vem de graça. Como veremos adiante, esses décimos economizados cobram caro em ergonomia e em recursos. Será que a Samsung esqueceu que, por mais bonita que seja, uma tablet antes de tudo precisa ser útil?

S Pen : chronique d’une régression imprévue

A S Pen sempre foi um dos grandes trunfos da linha Galaxy Tab. Neste ano, ela passa por uma grande reformulação… para melhor, mas também para pior. Começando pelo lado bom: o acessório ganhou um novo formato hexagonal, inspirado num lápis tradicional. A ideia é ótima, o conforto na escrita melhora e ela fica gostosa de usar.

O problema é que a Samsung mudou o ponto de fixação magnética, que ficava na traseira dos modelos anteriores, para a lateral do aparelho. No papel parece inteligente, mas no dia a dia é outra história. A área de contato é tão estreita que a caneta se solta com qualquer movimento mais brusco. Durante o teste, fomos encontrar a S Pen no fundo da mochila, entre as almofadas do sofá e até embaixo da mesa.

Assim como no Galaxy S25 Ultra, a S Pen perdeu a conectividade Bluetooth. Adeus controle remoto para avançar slides no PowerPoint ou disparar a câmera em foto de grupo. E, claro, sem alertas quando a caneta fica longe demais do tablet… O mais irritante é que ninguém estava pedindo uma S Pen mais fina em troca dessas funções.

A S Pen vem com uma ponta que tende a se desgastar com o tempo. A Samsung não considera necessário incluir uma ponta reserva - nem sequer vendê-las no site. Resultado: para resolver, você provavelmente vai acabar comprando outra S Pen oficial por 65 euros, que aí sim acompanha um par de pontas extras…

Outra saída é buscar na internet, onde há pontas aos montes… torcendo para serem compatíveis com a nova S Pen (as das gerações anteriores não são).

Dito isso, justiça seja feita: no uso puramente tátil, a S Pen continua excelente. A latência é imperceptível e os 4096 níveis de pressão garantem ótima precisão para desenho e anotações à mão.

As novas funções de IA, como “Drawing Assist”, que transforma rabiscos em obras de arte, e “Note Assist”, que resume reuniões, são impressionantes. Mas ter a melhor caneta do mundo não ajuda muito se você a perde dois dias depois de comprar.

Écran : l’atout majeur

A Samsung domina OLED como poucas, e este painel “Dynamic AMOLED 2X” é uma prova disso. Com definição de 2960 x 1848 pixels, a imagem é bem nítida. O destaque, porém, é o brilho: com 1000 nits no uso padrão e 1600 nits em HDR, o tablet encara sol forte sem sofrer.

A fluidez também é de alto nível, graças à taxa de atualização adaptativa que chega a 120 Hz. Seja navegando na web, jogando ou assistindo a um filme, tudo fica extremamente suave. A fidelidade de cores é excelente, com 100% do espectro DCI‑P3 e pretos profundos típicos do OLED.

Sinceramente, depois de várias semanas, a gente ainda não cansou de olhar para essa tela. Ver filmes vira uma experiência de “cinema portátil”, e para quem cria conteúdo, editar fotos numa área desse tamanho é um prazer.

Performances : la puissance tranquille

Para tablets, a Samsung insiste com a MediaTek: a Tab S11 Ultra vem com o Dimensity 9400+. Fabricado em 3 nm, esse SoC octa‑core entrega ganhos importantes em relação à geração anterior. A Samsung fala em 24% a mais de desempenho no CPU, 27% no GPU e um salto de 33% nos cálculos voltados à IA.

Na prática, nossos testes confirmaram que o tablet é realmente muito potente. De edição de vídeo em 4K a tratamento de arquivos RAW pesados, tudo rodou sem engasgos.

Para quem joga, é um prato cheio. Os títulos mais exigentes da Play Store, como Genshin Impact e Call of Duty Mobile, rodam com tudo no máximo e com fluidez constante. O resfriamento dá conta: o tablet esquenta um pouco em sessões mais pesadas, mas sem ficar desconfortável. Mais importante, o desempenho se mantém estável ao longo do tempo, ao contrário de concorrentes que reduzem potência quando a temperatura sobe.

Com 12 GB de RAM (16 GB na versão de 1 TB), a Tab S11 Ultra é ótima em multitarefa e consegue segurar cerca de uma dúzia de apps ao mesmo tempo sem reclamar. O armazenamento UFS 4.0 garante transferências rápidas e a presença de um slot microSD - espécie em extinção - permite adicionar até 2 TB extras.

Um comentário rápido sobre multimídia: os quatro alto-falantes AKG são excelentes, com som forte e encorpado, perfeito para entretenimento. Em foto, o módulo traseiro dá conta para escanear documentos, e a nova câmera frontal única é mais que suficiente para videochamadas com boa qualidade.

Autonomie : la rançon de la minceur

Com 11 600 mAh, uma das maiores baterias do mercado, era justo esperar uma autonomia fora da curva. Ela é boa, mas não chega a ser excepcional. Em uso misto (web, vídeo, redes sociais), ficamos por volta de 13 h 30. É um bom número, mas para um tablet desse tamanho já vimos resultados melhores em outros lugares.

Quando você passa a exigir o Dimensity 9400+, a bateria despenca. Um dia de trabalho intenso, com edição ou jogos, consegue esgotar a carga antes do jantar. Aparentemente, os 3 nm não compensam totalmente a fome do telão e do processador.

A recarga, por sua vez, exige paciência. A carga rápida de 45 W recupera 40% em 30 minutos, mas é preciso contar cerca de 1 h 40 para chegar a 100%. Em 2025, é demorado. E vale lembrar: o carregador adequado é vendido separadamente.

One UI 8 et DeX : quand le logiciel sauve les meubles

A Galaxy Tab S11 Ultra roda Android 16 com a One UI 8, e isso muda bastante a experiência. Uma das grandes novidades está na evolução do modo DeX, que transforma o tablet em um PC de mesa, mesmo sem monitor externo.

A interface, bem próxima do Windows, ficou mais flexível: as janelas podem ser redimensionadas livremente e agora dá para criar áreas de trabalho virtuais. A linha entre tablet e computador fica cada vez mais fina (no bom sentido).

A Galaxy AI e o Gemini, do Google, aparecem por toda parte sem ficar invasivos. O “Circle to Search” permite pesquisar qualquer elemento da tela apenas circulando, enquanto ferramentas de resumo, tradução e geração de texto entram naturalmente no fluxo de trabalho. Destaque para o Galaxy Notes, o app da casa, que ficou mais maleável e cheio de recursos.

E para fechar o assunto: a Samsung se compromete a fornecer as próximas 7 grandes versões do Android e patches de segurança por 7 anos.

Accessoires : l’incompréhensible faux pas

A Samsung vende um teclado “Book Cover” para transformar o tablet numa estação de trabalho. Surpreendentemente, o modelo da Tab S11 Ultra vem sem trackpad. É uma estreia daquelas que ninguém pediu. O motivo, claro, é essa obsessão pela finura: eliminar o trackpad permite reduzir a espessura em alguns milímetros.

O resultado é um contrassenso ergonômico. Usar o DeX - que foi feito para mouse - tendo que esticar o braço a cada dez segundos para tocar na tela é um castigo. Para um produto que se vende como substituto de notebook, é difícil perdoar. Qualquer usuário profissional preferiria um teclado 3 mm mais grosso, mas com um trackpad de verdade.

E não adianta tentar reaproveitar os acessórios da geração anterior: eles não são compatíveis. O conector magnético mudou de lugar, saindo da borda inferior para a traseira do aparelho. Simplesmente porque os 0,3 mm a menos impedem manter a posição tradicional.

Para piorar, a Samsung teve a ideia de remover também o encaixe seguro da S Pen. Como o sistema magnético é tão confiável quanto promessa de político em época de eleição, a marca decidiu abrir mão do slot dedicado. Ele existia nas capas anteriores e era muito apreciado pelos usuários. Mais um dano colateral da corrida pela finura que daria para evitar.

Galaxy Tab S11 Ultra au meilleur prix
Prix de base : 1 339 €
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Samsung Galaxy Tab S11 Ultra : l’avis de Presse-citron

Ao fim do teste, o sentimento dominante é uma frustração bem grande. A Galaxy Tab S11 Ultra é, sem dúvida, uma proeza tecnológica: provavelmente a melhor tela do momento, potência de sobra, design impressionante e uma parte de software realmente muito bem acertada.

Ainda assim, ela parece refém de uma obsessão. Ao perseguir o recorde de espessura, a Samsung sacrificou o essencial: o uso. Tirar o Bluetooth da S Pen é uma regressão funcional importante. A fixação da caneta é frágil. A ausência de trackpad no teclado torna o DeX chato de usar. E a incompatibilidade de acessórios soa como uma piada ruim para quem já investiu na marca.

Tudo isso para quê? Para ganhar 0,3 mm de espessura. Sinceramente: quem, entre os usuários “pro” que esse produto mira, pediu um tablet mais fino? Ninguém. O que eles querem é autonomia, praticidade e ergonomia - não uma ficha técnica feita para brilhar em vitrine.

Se você procura o melhor tablet Android para consumir conteúdo, a Tab S11 Ultra reina. Mas se a ideia era encontrar a ferramenta definitiva para substituir o PC, algumas escolhas radicais de design podem decepcionar.

Se você já tem uma Tab S9 Ultra ou uma Tab S10 Ultra, fique com a sua: você pode até perder recursos na troca. A Samsung talvez tenha vencido a batalha da finura, mas perdeu a do bom senso…

Samsung Galaxy Tab S11 Ultra

1340 €

9.2

Design & ergonomie

9.5/10

Ecran

9.5/10

Autonomie et recharge

8.5/10

Application

9.5/10

Rapport qualité-prix

9.0/10

On aime

  • Ecran éblouissant !
  • Design et qualité de construction
  • One UI 8 & Galaxy AI
  • certification IP68
  • Présence d'un port micro SD

On aime moins

  • Plus de Bluetooth pour le S Pen
  • Autonomie améliorable
  • Clavier optionnel massacré
  • Prix élevé

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