Entre a falta de espaço e a ausência de gravidade, a ISS é um verdadeiro laboratório para testar robôs fora da Terra. E uma start-up quer aproveitar exatamente esse cenário: a empresa de robótica Icarus conseguiu um contrato com a Voyager para mandar uma de suas máquinas para passear pela Estação Espacial Internacional.
Robôs humanoides no espaço? Nada de personagens como Data ou C-3PO: estamos falando de equipamentos reais, pensados para atuar a bordo da ISS. A Voyager Technologies assinou um acordo com a Icarus Robotics para enviar um de seus robôs para a estação - ao menos, esse é o objetivo declarado.
Como lembra a Reuters, a NASA vem incentivando iniciativas do setor privado enquanto a ISS se aproxima da aposentadoria prevista para 2030. Antes disso, o robô da Icarus, chamado Joyride, deve embarcar para fazer companhia aos astronautas. Projetado para se mover em ambientes confinados e em microgravidade, ele ainda precisa demonstrar que funciona bem em condições reais - como explica o cofundador da Icarus, Jamie Palmer:
« Afin de créer des systèmes d’IA incarnés robustes, la première étape consiste à intégrer le matériel dans l’environnement réel. L’espace représente le domaine le plus difficile d’accès ; aucun simulateur ne peut remplacer une présence sur place. »
A Voyager Technologies ficará responsável por toda a parte logística, desde a preparação até o envio do robô para a estação espacial.
Des robots dans l’espace, mais pourquoi faire ?
O interesse de usar robôs no espaço é fácil de entender. Num momento em que a humanidade se prepara para voltar à Lua e começa a mirar a conquista de Marte, contar com sistemas de IA e automação traz mais segurança e praticidade às missões. Por exemplo, em vez de expor pessoas a saídas extraveiculares, seria possível acionar robôs para esse tipo de tarefa. Eles também podem cuidar da rotina dentro dos módulos ou atuar em trabalhos técnicos bem específicos. Indo além, poderiam ser enviados ao vácuo para consertar satélites e aumentar sua vida útil, ou ainda fazer manutenção nos futuros datacenters que devem se multiplicar em órbita nos próximos anos. As possibilidades são muitas.
Ainda não chegamos a esse ponto, mas esse primeiro passo é fundamental para entender como robôs espaciais podem ser aproveitados no futuro. Por enquanto, nenhuma missão está confirmada, porém várias devem entrar no planejamento. Será que os astronautas da ISS vão cruzar com um robô pelos corredores da estação nos próximos meses? É possível. O fim já programado da estrutura abre espaço para experimentos desse tipo, puxados pela iniciativa privada.
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