Entrar no segmento de SUVs elétricos hoje é como cair direto na arena mais disputada do mercado. Ainda assim, a Xiaomi decidiu acelerar sem medo e apresentou oficialmente o seu primeiro SUV elétrico, o YU7, durante o evento de celebração do 15.º aniversário da marca, em Pequim.
Trata-se do segundo modelo da Xiaomi, depois do lançamento da berlina SU7 - que se tornou um enorme sucesso comercial no primeiro ano. Agora, a marca mira os líderes do segmento e assume um alvo óbvio: o Tesla Model Y, o carro mais vendido do mundo em 2023 e 2024. A resposta vem em forma de design, tecnologia e desempenho de alto nível.
Três versões
Quando chegar ao mercado - já no mês de julho, mas, para já, apenas na China - o YU7 estará disponível em três versões: Standard, Pro e Max.
O YU7 Standard traz um motor traseiro de 235 kW (320 cv), o que permite acelerar dos 0 aos 100 km/h em 5,88 s. A bateria é de iões de lítio LFP com 96,3 kWh, traduzindo-se em 835 km de autonomia. Naturalmente, estes valores são medidos no ciclo CLTC (China Light-Duty Vehicle Test Cycle), mais permissivo do que o WLTP utilizado na Europa.
O YU 7 Pro acrescenta um motor dianteiro de 130 kW (177 cv), chegando aos 365 kW (496 cv) de potência máxima combinada, com a autonomia a cair para 770 km (CLTC). O sprint 0–100 km/h é feito em 4,27 s.
Já o Xiaomi YU7 Max vem com dois motores, de 220 kW (299 cv) no eixo dianteiro e (288 kW) 392 cv no eixo traseiro, elevando o valor combinado máximo para 508 kW (691 cv). Destaca-se das outras versões não só pela potência, mas também pela bateria: troca para química NMC (com maior densidade energética) e a capacidade sobe para 101,7 kWh. A autonomia anunciada é de 760 km.
Chega aos 100 km/h em apenas 3,2 s e a velocidade máxima é de 253 km/h. As restantes versões «ficam-se» pelos 240 km/h.
O sistema elétrico baseia-se numa arquitetura de 800 V, permitindo carregamentos ultrarrápidos que podem adicionar cerca de 620 km à autonomia do carro em apenas 15 minutos.
Linhas fluidas e elegantes
Em termos visuais, as semelhanças com o Xiaomi SU7 são evidentes. O SUV mantém linhas fluidas e atuais, com puxadores das portas embutidos e um conjunto de iluminação em LED com uma linha contínua na traseira.
Por dentro, o destaque vai para o ecrã panorâmico “HyperVision” de 1,1 m, que integra três displays mini-LED na zona superior do tabliê, além de um ecrã central de 16,1″.
No campo tecnológico, o YU7 inclui um sistema avançado de condução autónoma, com LiDAR no tejadilho e radares de ondas milimétricas 4D, com a meta de garantir uma assistência precisa.
Mais caro que o Tesla Model Y
A Xiaomi adiantou que pretende iniciar a comercialização do YU7 na China em julho de 2025. Os preços finais ainda não foram fechados, mas, ao contrário do que se esperava, a estimativa é que seja substancialmente mais caro do que o Model Y.
Há indicações de que deverá custar cerca de 7750 euros a 9030 euros acima do preço base do Tesla Model Y na China, que ronda os 34 mil euros. Essa diferença pode sinalizar outras ambições da marca chinesa em termos de posicionamento.
A expansão para mercados internacionais não está descartada, podendo surgir mais novidades em 2027.
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