A modernização dos submarinos costuma acontecer longe dos holofotes, mas é justamente ali - nos sensores, no software e nos sistemas de combate - que uma frota ganha nova vida. É nessa direção que a Marinha da Coreia do Sul decidiu avançar com a atualização de seus KSS-II, submarinos baseados no Type 214 da alemã ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS).
Para elevar as capacidades dessa classe, Seul resolveu tirar do papel um plano de modernização que já havia sido aprovado em 2023 pelo Defense Projects Promotion Committee. Segundo a Defense Acquisition Program Administration (DAPA), o programa pretende renovar os sistemas de vigilância e de ataque dessas embarcações, ficando a HD Hyundai Heavy Industries responsável pela execução.
Entrando em alguns pontos relevantes, vale destacar que o programa abrangerá três submarinos, que receberão um novo sistema de combate desenvolvido por empresas sul-coreanas. Além disso, essas unidades terão seus sonares rebocados atuais substituídos por sistemas mais avançados, embora a DAPA não tenha informado se serão soluções nacionais ou aquisições de parceiros no exterior.
Somadas a essas melhorias, também foi mencionado que o objetivo é instalar nos KSS-II um novo sistema para detecção de minas navais posicionadas pelo inimigo em áreas estratégicas. Ao mesmo tempo, serão adicionados sonares de varredura lateral e antenas flutuantes, o que deve influenciar diretamente a capacidade de identificar e acompanhar possíveis ameaças. No conjunto, esses itens exigiriam um investimento próximo de 468,9 bilhões de won por parte de Seul, com prazos para conclusão das obras se estendendo até 2033.
Além desse plano de modernização, é importante destacar que a Marinha sul-coreana também está reforçando sua frota de submarinos com os novos modelos KSS-III Batch II, cuja primeira unidade já foi lançada nas instalações do estaleiro Hanwha Ocean, na localidade de Geoje. Trata-se do submarino que levará o nome ROKS Jang Yeong-sil (SS-087), caracterizado por um projeto desenvolvido inteiramente no país asiático e por melhorias em relação ao Batch I, que vão do poder de ataque a avanços em furtividade e sobrevivência.
Por fim, não dá para ignorar que a decisão de seguir com a modernização dos KSS-II veio poucos dias depois de se tornar público que a Coreia do Sul chegou a um acordo com os Estados Unidos para iniciar, no futuro, o desenvolvimento de seus novos submarinos de ataque com propulsão nuclear. Como já informamos em 17 de novembro, Washington inclusive se comprometeu a fornecer o combustível nuclear para essa futura frota, marcando a passagem de uma etapa inicial restrita a consultas técnicas para outra de cooperação concreta.
Imagens usadas para fins ilustrativos
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