Quase todo mundo lembra do Prelude como um nome que cheira a cupê “de verdade” - daqueles feitos para dar vontade de pegar estrada só pelo prazer. Agora, a Honda prepara o retorno dessa ideia em uma nova geração com chegada prevista à Europa em 2026, e os detalhes mais recentes mostram que não se trata apenas de um exercício de nostalgia.
A proposta é clara: ser o Prelude que faz o papel de alternativa cupê de três portas ao Civic, mais voltado para a família, aproveitando uma boa dose do que já existe no hatch. Ou seja, a receita mistura componentes compartilhados com ajustes específicos para entregar uma experiência mais envolvente.
A base técnica será uma evolução da plataforma do Civic, com entre-eixos mais curto, bitolas mais largas e maior rigidez estrutural, além de uma redução de peso. Tudo para chegar a uma dinâmica mais refinada.
A motorização será híbrida, juntando um 2,0 litros a gasolina de quatro cilindros (que atua sobretudo como gerador) a dois motores elétricos - exatamente o mesmo conjunto usado no Civic. Ainda não há números finais confirmados, mas a expectativa é que repita os 135 kW (184 cv) e 315 Nm - entregues pelo motor elétrico - do Civic.
A tração será dianteira e, apesar de não usar uma transmissão tradicional (relação fixa, como em um elétrico), haverá uma “caixa de velocidades” simulada por software, capaz de reproduzir diferentes relações para aumentar o envolvimento ao volante - na linha do que vimos no Hyundai IONIQ 5 N.
Conforme o modo de condução escolhido, a intensidade sonora muda, ajudando a criar um clima mais imersivo. O seletor tradicional da “caixa” dá lugar a um conjunto de botões no console central, mas seguem existindo as aletas no volante para simular trocas, com a correspondente subida e descida de rotações do motor a combustão. Mesmo que, na maioria das situações, seja o motor elétrico o principal responsável por tracionar as rodas.
Aliás, as justificativas da Honda para várias decisões no desenvolvimento do novo Prelude giram em torno de reforçar a experiência e o prazer de dirigir - algo que vinha ficando meio raro. O sistema se chama Honda S+ Shift e já analisamos seu funcionamento antes. Conheça-o em mais detalhe:
Lembra-se do Honda CR-Z?
Por dentro, o desenho do habitáculo também será bem próximo ao do Civic, especialmente na área ao redor do painel de instrumentos. Ele compartilha a tela sensível ao toque, mas as saídas de ventilação deixam de ficar integradas em uma faixa horizontal por toda a largura do painel. O console central é exclusivo, reunindo os comandos da transmissão e também a função “S+”.
A disposição dos bancos do Honda Prelude será no estilo 2+2, mas com traseiros que entram na categoria “só em caso de emergência”. Lembra do Honda CR-Z? Pois é… deve ser algo nessa linha. Mais útil como extensão do porta-malas do que, de fato, para levar gente.
Já os assentos dianteiros foram pensados com propostas diferentes: o do motorista oferece mais apoio lateral para quando o ritmo aumenta, enquanto o do passageiro prioriza conforto, com acolchoamento mais farto.
Por fim, sendo um cupê de três portas, o acesso ao interior sempre merece atenção. A Honda diz ter trabalhado no desenho das soleiras para evitar tropeços ou batidas desnecessárias - ninguém quer que o primeiro contato com um esportivo vire uma lembrança ruim por causa de um encontrão mal calculado.
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