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Mercedes Classe C elétrico – só partilha o nome com o Classe C a combustão

Carro elétrico Mercedes-Benz modelo prata exibido em ambiente interno moderno com iluminação destacada.

Foi questão de tempo: o Mercedes-Benz Classe C vai mesmo ganhar uma versão 100% elétrica. A apresentação e a chegada ao mercado continuam apontadas para ainda este ano.

Até lá, os nossos “espiões” seguem no terreno - desta vez nas zonas geladas do norte da Europa - onde este inédito Mercedes-Benz Classe C já voltou a ser “apanhado” em testes dinâmicos.

As unidades de ensaio mantêm uma camuflagem pesada, mas tudo indica que já estamos a ver variantes muito próximas das versões finais de produção. Mesmo assim, a camuflagem não consegue disfarçar uma silhueta de proporções mais clássicas, afastando-se das berlinas elétricas EQE e EQS e aproximando-se do novo CLA.

Na traseira, também surgem alguns pontos em comum com o CLA em termos de linguagem de design, enquanto na dianteira é visível a estrela dentro das óticas - uma solução que se tem espalhado pela gama e à qual nem o Classe S ficou imune.

O emblema frontal da marca passou igualmente a servir como “janela” para os radares que abriga. E, apesar da camuflagem densa, a “grelha” dianteira deixa transparecer um visual muito parecido com o que vimos no GLC elétrico, em Munique.

O que ainda não deu para espreitar foi o interior. Ainda assim, não seria surpresa se fosse partilhado com o GLC elétrico, que pode receber, como opcional, o novo Hyperscreen de 39,1″ (99,3 cm). De série, o SUV traz três ecrãs: um para a instrumentação, outro para o sistema de infoentretenimento e um terceiro dedicado ao passageiro dianteiro.

O que já sabemos?

A partilha do habitáculo faz sentido porque o Mercedes-Benz Classe C elétrico recorre à mesma plataforma (MB.EA) estreada pelo GLC. Esta integra uma arquitetura de 800 V, permitindo carregamentos até 330 kW em corrente contínua (DC).

Por enquanto, o GLC só é oferecido numa configuração com dois motores e 360 kW (489 cv), além de uma bateria de 94 kWh (líquidos). São anunciados mais de 700 km de autonomia. Numa berlina mais baixa e com melhor aerodinâmica, a autonomia poderá até ser superior, mas para já não há garantias sobre as especificações finais. Ainda assim, é de esperar que, além das versões com tração integral, existam outras com apenas um motor e tração traseira.

Quando chegar, é provável que já tenha à sua espera aquele que promete ser o principal rival: o BMW i3 - não é o modelo em que está a pensar. O i3 original deixou de ser produzido em 2022, mas a BMW vai recuperar a designação para o Série 3 elétrico, que também vamos conhecer este ano.

Tal como o Classe C elétrico vai aproveitar a mesma tecnologia do novo GLC elétrico, também o futuro Série 3 elétrico deverá ser tecnologicamente idêntico ao novo iX3, proposta que já tivemos oportunidade de conduzir:

Em cima da mesa está ainda a hipótese de o futuro Classe C elétrico contar com uma versão de alta performance assinada pela AMG - a BMW M até já mostrou imagens do futuro M3 elétrico em testes…

Quando chega?

Agora resta esperar, muito provavelmente até ao outono, para ser revelado o novo Mercedes-Benz Classe C elétrico. Antes disso, na primavera, a marca alemã vai atualizar os Classe C atualmente à venda com motor de combustão.

Ambos os Classe C - elétrico e combustão - vão ser comercializados em simultâneo. Como já vimos noutros fabricantes, teremos dois modelos com o mesmo nome à venda, mas assentes em plataformas diferentes.

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