Cerimônia de assentamento da quilha do USCGC Pickering (WMSM 919)
A Austal USA realizou, em seu estaleiro em Mobile, no estado do Alabama, a cerimônia de assentamento da quilha do USCGC Pickering (WMSM 919). Trata-se do primeiro navio patrulha da classe Heritage (OPC) que a empresa construirá para a Guarda Costeira dos EUA (U.S. Coast Guard). O contrato, com valor potencial de US$3.3 bilhões, prevê até 11 unidades - seis delas já garantidas.
O evento reuniu autoridades locais, membros do Congresso e oficiais de alta patente da Guarda Costeira, incluindo o comandante interino, almirante Kevin Lunday. A madrinha do navio, Dra. Meghan Pickering Seymour, descendente do coronel Timothy Pickering - em homenagem a quem foi nomeado o primeiro cortador da Guarda Costeira em 1798 - validou a quilha ao soldar suas iniciais na placa cerimonial.
Programa Cortador de Patrulha Oceânica (OPC) e substituições previstas
O programa Cortador de Patrulha Oceânica (OPC) tem como objetivo substituir os envelhecidos cortadores de média autonomia das classes Famous e Reliance. A iniciativa busca preencher a lacuna de capacidades entre os maiores cortadores de Segurança Nacional (NSCs), com maior alcance, e os cortadores de Resposta Rápida (FRCs), projetados para missões costeiras.
Expansão da construção: ESG, furacão Michael e novo contrato
Originalmente, o programa OPC foi concedido em 2016 ao Eastern Shipbuilding Group (ESG), sediado na Flórida, responsável pela construção das primeiras unidades da classe Heritage. Contudo, após os impactos do furacão Michael em 2018 e os atrasos de cronograma que se seguiram, a Guarda Costeira decidiu ampliar a base industrial. Assim, em 2022, foi firmado um contrato adicional com a Austal USA para expandir a produção e assegurar a entrega pontual das embarcações.
Missões e papel dos patrulheiros da classe Heritage
Os patrulheiros da classe Heritage estão destinados a se tornar um pilar da presença oceânica da Guarda Costeira, operando de forma independente ou em grupos-tarefa. Além das missões tradicionais de segurança marítima, os novos navios poderão atuar como plataformas de comando e controle em operações de grande escala, incluindo resposta a furacões, incidentes de migração em massa e a proteção de interesses estratégicos no Ártico.
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