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Este novo utensílio de cozinha multifuncional pode até acabar por tornar obsoletas as air fryers

Pessoa tirando a tampa de uma panela elétrica com legumes e frango cozinhando no fogão portátil na cozinha moderna.

From hype air fryers to the new quiet star on the counter

Na primeira vez que bati o olho nele, eu juro que não pensei “eletrodoméstico”. Parecia mais uma caixa robusta - quase um som Bluetooth grandalhão - largada na bancada. Nada de cesto, nada daquela gavetinha que você puxa com força, nada de “bip” estridente. Só um cubo silencioso com frente de vidro, um botão giratório e uma luz suave que fez meu forno cansado parecer coisa de outra era.

A ideia era simples: preparar batata frita congelada. No fim, a gente acabou “resolvendo” metade da geladeira.

Em algum ponto entre o brócolis assado e a pizza requentada que ficou estranhamente com cara de recém-feita, a pergunta apareceu sozinha.
E se esse novo aparelho multifuncional for mesmo o começo do fim das air fryers?

Todo mundo lembra do boom da air fryer. De uma hora pra outra, parecia que você não era um adulto funcional sem uma navezinha de plástico preto roncando no canto da cozinha. Batata com “90% menos gordura”, frango crocante, reels de queijo puxando. Era a promessa de comida de lanchonete sem culpa - numa terça à noite, de pijama.

Só que, ultimamente, essa mesma nave de plástico começou a parecer… ultrapassada. Ventoinha barulhenta, resultado desigual, cesto volumoso que é um castigo na hora de lavar quando você esquece e deixa de molho.
O brilho vai sumindo.

Enquanto isso, uma nova leva de aparelhos multiuso está chegando sem fazer alarde e tomando o lugar. Pense em fornos compactos por convecção que também vaporizam, grelham, desidratam e requentam; ou “air ovens” híbridos com assadeiras planas no lugar do cesto. Um dos exemplos mais comentados hoje é o tipo de equipamento que muda de air fry para assar com vapor e até slow cook sem você encostar numa panela.

Uma amiga minha, a Laura, trocou a air fryer antiga por um desses no mês passado. Ela disse que era só pra “testar por uma semana”. A air fryer agora mora numa caixa no corredor, esperando a vez de ir pro Marketplace do Facebook.

A lógica é bem direta. Air fryers fazem uma coisa muito bem: circular ar quente ao redor de um cesto pequeno de comida. Esses novos multiusos usam o mesmo princípio, só que distribuído em prateleiras ou uma bandeja plana, com controle mais fino de temperatura, umidade e tempo.

O resultado é o mesmo dourado crocante - mas também pão de fermentação natural fofinho, legumes assados lentamente, até salmão no vapor que não deixa o apartamento inteiro com cheiro. Uma caixa, vários papéis.
E, de repente, a caixa antiga, de função única, começa a lembrar… um celular com flip na era dos smartphones.

How this new gadget actually works in real life

Na prática, o que muda é o jeito de usar. Em vez de puxar um cesto, sacudir a cada oito minutos e torcer pra o frango não estar cru no meio, você coloca a comida numa assadeira ou grelha, como num mini forno. Escolhe “air fry”, “steam roast” ou “pizza”. Gira o seletor. E vai fazer outra coisa.

O aparelho enche a câmara com ar quente - às vezes com uma dose controlada de vapor, às vezes com um elemento grill brilhando em cima. Ele ajusta automaticamente no meio do preparo: por exemplo, a batata recebe calor forte no começo e depois termina com mais suavidade pra não ficar com aquela secura de papelão.
No fim, você fica com bordas crocantes e centro macio, sem precisar ficar vigiando.

A grande virada é capacidade e formato. Você não fica preso a um cesto fundo. Lasanha de ontem num refratário pequeno? Entra direto. Duas assadeiras de chips de batata-doce pra amigos? O mesmo aparelho. Um frango inteiro? Sim, também.

A Laura me contou que o momento em que ela percebeu que não voltaria atrás foi numa quinta-feira. Colocou coxas de frango numa altura, brócolis em outra, escolheu um modo combinado e foi ajudar o filho com a lição. Quando ele terminou um exercício de leitura, o jantar já estava assado, dourado e pronto. Sem trocar panela, sem fazer malabarismo entre fogão e cesto.

Outro ponto-chave é o equilíbrio entre tecnologia e hábito. A air fryer mudou como a gente pensa sobre óleo e rapidez, mas manteve a gente preso no “porção pequena, um modo só”. Esses novos aparelhos esticam essa ideia. Eles te fazem cozinhar mais como quem usa forno, só que com a velocidade e o controle que a air fryer trouxe.

Vamos combinar: ninguém segue receita complicada todo dia. A gente requenta pizza, deixa nuggets crocantes, joga legumes congelados lá dentro. O multifuncional pega esses movimentos reais, meio preguiçosos, e simplesmente faz melhor - com menos concessões e com menos trambolho ocupando a bancada.

Using the multi-function gadget so it actually replaces your air fryer

Se você quer que esse aparelho realmente expulse a air fryer da cozinha, comece pelo que você faz toda semana. Batata frita, nuggets, legumes assados, pizza do dia seguinte, filé de peixe rápido. Sem paranoia.

Use o preset que combina com a textura que você quer, não com o que está escrito na embalagem. Pra ficar ultra crocante, vá de air fry puro ou convecção alta. Pra ficar suculento por dentro, escolha um modo combinado tipo assar com vapor (steam roast) ou asse em temperatura mais baixa e finalize com uma “crocantada” rápida.
Encare como um mini forno inteligente que também é rápido - não como um brinquedo high-tech.

Um erro comum é tratar o novo aparelho exatamente como uma air fryer de cesto: lotar a bandeja, jogar a temperatura no máximo e esperar milagre em oito minutos. Aí você ganha comida dourada em cima e estranhamente pálida embaixo.

Deixe espaço pro ar circular. Espalhe as batatas em uma camada única, troque as bandejas de posição na metade do tempo se estiver usando dois níveis e confie em temperaturas um pouco menores com alguns minutos a mais. A mágica está no equilíbrio entre calor, ar e tempo.
Se ajudar, pense em “velocidade com calma” em vez de “explosão agressiva”.

“Quando eu parei de apressar tudo como numa air fryer e comecei a tratar como um forno com superpoderes, os resultados mudaram da noite pro dia”, diz Laura. “Agora meus filhos acham que eu aprendi a cozinhar em segredo.”

  • Use trays, not piles
    Flat layers crisp better than crowded baskets.
  • Play with modes
    Test air fry, bake, roast and steam on the same food to see the difference.
  • Clean as you go
    A quick wipe of the glass and tray after each session keeps it feeling new.
  • Keep one go-to setting
    For many people, that’s a 190°C “combo roast” for almost anything.
  • Let it preheat
    Two or three minutes makes a visible difference in crunch and color.

So… are air fryers really on their way out?

Alguns early adopters vão jurar que sim, totalmente. Outros vão continuar fiéis ao cesto de sempre pra noite de asinha e lanche da madrugada. A realidade costuma ser menos dramática que as manchetes: o multifuncional não “mata” a air fryer de um dia pro outro - ele só faz ela parecer menos necessária.

Se um aparelho consegue torrar o pão de manhã, assar o frango do fim de semana, requentar sobras sem ressecar e ainda entregar batata crocante depois do trabalho, a pergunta muda em silêncio de “Eu preciso disso?” para “Por que eu estou guardando o outro?”

Você talvez não jogue sua air fryer fora imediatamente. Ela pode ir pra uma prateleira mais baixa “só por garantia”. Pode virar o plano B em festa ou o novo melhor amigo do seu filho universitário numa cozinha minúscula. Ou pode finalmente sair de casa numa caixa de papelão com um “funciona perfeitamente” rabiscado na lateral.

O que fica claro é que espaço na cozinha e espaço mental andam juntos. Toda vez que um aparelho realmente multiuso entrega o que promete, os equipamentos de uma função só perdem um pouco de terreno. Menos bagunça, mais liberdade pra cozinhar sem pensar demais.

E talvez essa seja a história de verdade. Não só sobre tecnologia brilhando, mas sobre como a gente cansou de equilibrar gadgets e promessas. A gente quer uma coisa na bancada que faça o trabalho, quieta, dia após dia, para jantares reais - em vidas reais, às vezes meio caóticas.

A pergunta não é só “Isso é melhor que uma air fryer?” É: qual máquina realmente merece ficar na tomada?

Key point Detail Value for the reader
Multi-function advantage Combines air fry, bake, roast, steam and reheat in one unit Frees counter space and reduces need for multiple appliances
Better everyday use Flat trays, larger capacity and smarter presets for real-life meals Faster, easier cooking for families and busy schedules
Transition strategy Start by replacing your weekly air fryer recipes in the new gadget Smooth switch without changing all your habits at once

FAQ:

  • Question 1Does food really taste different compared with a classic air fryer?Yes. You still get crisp textures, but you usually notice juicier insides and less dryness, especially with chicken, fish and roasted vegetables.
  • Question 2Will this kind of gadget increase my energy bill?It typically uses less energy than a full-size oven and similar or slightly more than a small air fryer, but cooks larger quantities at once, so the overall impact is often neutral or even positive.
  • Question 3Is it complicated to use all the different modes?The learning curve is similar to using a microwave with presets. Most people regularly use two or three modes and ignore the rest without any problem.
  • Question 4Can I bake bread and pastries in it?Yes, many models handle small loaves, rolls and pastries very well, thanks to even heat and, on some units, controlled steam for better crusts.
  • Question 5Should I get rid of my air fryer right away?No. Keep it for a while, run your usual recipes through the new gadget, and only let the air fryer go once you genuinely stop reaching for it.

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