Detalhes revelados pelo Kommersant
As operadoras podem passar a cobrar pelo uso de serviços de VPN - algo que já havia sido mencionado anteriormente - e agora surgiram mais informações sobre como isso poderia funcionar.
Segundo o Kommersant, "a ideia é que as empresas estabeleçam um limite de 15 GB por mês e, acima desse teto, seja aplicada uma cobrança. Foram mencionados valores em torno de 150 rub. por GB. A orientação era lançar esses planos nas próximas poucas semanas".
Como funcionaria a cobrança por VPN
Na prática, o modelo descrito parte de uma franquia mensal de 15 GB. A partir do que exceder esse volume, a cobrança seria feita por GB, com números citados na faixa de 150 rub. por GB.
Como as operadoras podem identificar o tráfego de VPN
Quem explicou como isso poderia ser viabilizado do ponto de vista técnico foi o diretor-geral da R-Vision, Alexandre Bondarenko:
"O tráfego de VPN, por si só, é relativamente fácil de identificar com os recursos de roteamento das operadoras de telecomunicações - há todas as condições para isso. É claro que dá para tentar algum tipo de camuflagem técnica: apresentar o tráfego de VPN como tráfego normal de internet, mas aí já são métodos especiais. É possível que os desenvolvedores de soluções de VPN sigam por esse caminho, porém isso é tudo muito mais complexo. Imagine que exista alguma empresa russa e ela tenha uma subsidiária ou representação no Oriente Médio, na Ásia ou em outro lugar. Naturalmente, dentro de uma estrutura assim existem recursos localizados na Rússia e em outro país - e entre eles ocorre troca de informações. Para proteger essa comunicação, usa-se VPN. As restrições podem criar dificuldades, porque esse tráfego é bastante volumoso. E, se isso for de algum modo proibido, limitado ou se houver cobrança adicional, as empresas terão custos extras".
Contexto: pedido de Maksut Shadaev, segundo a Forbes
Antes disso, conforme a Forbes, o ministro do Desenvolvimento Digital, Maksut Shadaev, teria solicitado às operadoras de telefonia móvel que passassem a cobrar pelo consumo de tráfego internacional de internet.
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