Uma péssima surpresa para quem chega de carro.
Em um estacionamento privado dentro de uma zona comercial de Roquebrune-sur-Argens, no Var, foi instalado um ouriço anti-retorno para obrigar os motoristas a circularem no sentido correto. O objetivo é fazer valer o sentido proibido que muitos condutores ignoravam. Desde que o dispositivo entrou em funcionamento, cerca de dez pneus já foram furados.
A medida, bastante radical, está longe de agradar a todos os clientes, mas custa três vezes menos do que instalar uma cancela automática, segundo a TF1. Ainda assim, a solução é totalmente legal, como explicou o advogado Michel Benezra aos colegas do telejornal das 13 h da emissora.
Carros vão parar no mecânico por causa do ouriço anti-retorno
Em área particular, o equipamento é permitido desde que esteja claramente sinalizado: “Em direito, um posto de combustível é considerado uma propriedade privada aberta ao público”, afirmou ele ao comentar um caso anterior envolvendo esse tipo de estabelecimento.
Enquanto isso, os motoristas acabam pagando a conta do impacto. Sébastien Perez, responsável por uma oficina da Norauto nas proximidades, diz ver uma sequência de carros chegando com danos: “Infelizmente, para alguns, foram quatro pneus; para outros, foram apenas dois. A gente até trocou os pneumáticos porque, em alguns casos, o corte era bem profundo. Então não é um simples conserto”.
O sistema também é alvo de críticas por falhas. Afinal, quando um veículo passa tarde demais ou tenta “colar” atrás de outro para aproveitar a passagem, incidentes podem acontecer. Uma comerciante relata: “Eles não prestam atenção, os postes sobem de uma vez, aí eles avançam e, inevitavelmente, isso bate no carro”.
É relativamente incomum ver esse tipo de equipamento em estacionamentos na França. De acordo com a TF1, ele é mais associado ao uso pelas forças de segurança, que recorrem a barreiras com cravos, acionadas por controle remoto, para furar os pneus de veículos que tentam escapar de uma fiscalização de trânsito.
O que você acha dessa técnica radical? Deixe sua opinião nos comentários.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário