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Airbus ultrapassa a Boeing com a maior encomenda do ano.

Dois homens de terno apertam as mãos em frente a um avião da companhia aérea Avianca no aeroporto.

O fabricante europeu de aeronaves acaba de fechar um pedido de 100 jatos de corredor único, avaliado em US$ 13 bilhões. Até aqui, a Boeing vinha na frente quando o assunto era volume de encomendas registradas em 2025. Ainda assim, a Airbus não se intimida - mesmo nesse indicador considerado mais “barulhento” e menos relevante do que o de entregas.

Durante o Salão de Le Bourget, em junho, a Airbus confirmou a assinatura da companhia vietnamita VietJet para um total de 100 aeronaves - a maior encomenda do ano para o grupo. Segundo o fabricante, o pedido estimado em US$ 13 bilhões teria sido formalizado em 10 de outubro, informação divulgada nesta sexta-feira, 7 de novembro. Serão 100 unidades do A321neo que passarão a integrar a frota da empresa, que se frustra por ainda não ter recebido nenhum dos 200 aviões encomendados da Boeing - 737 Max destinados a complementar seus 115 aviões, todos eles da Airbus.

VietJet e Airbus seguem com a meta de acrescentar mais 50 aeronaves a esse megaacordo. Além disso, ao longo de outubro, a Airbus também assinou contratos com outros clientes para a produção de mais 12 aviões. No total, portanto, são 112 aeronaves a adicionar ao livro de pedidos do fabricante - indicador no qual a Boeing ainda aparecia à frente. Em 30 de setembro de 2025, dados da Flight Plan apontavam a Boeing acima da Airbus, com 821 encomendas contra 610 da Airbus. Em contrapartida, em entregas a situação se invertia: 507 aviões entregues pela Airbus contra 440 pela Boeing.

A vantagem do concorrente americano em pedidos se explica, em parte, por uma visita de Estado do presidente Donald Trump ao Catar, em maio. Na ocasião, a Qatar Airways fez uma encomenda recorde de US$ 96 bilhões, envolvendo 210 aviões - o maior pedido já registrado pelo fabricante.

Airbus assume a liderança nas entregas, com uma meta robusta para 2025

Outubro também permitiu à Airbus somar 78 entregas para 36 clientes, elevando para 585 o total de aeronaves entregues a nada menos que 85 frotas aéreas distintas. A meta da empresa para o ano é clara: chegar a 820 aviões entregues. Ao divulgar os resultados do terceiro trimestre, no fim de outubro, a Airbus reiterou esse objetivo, apesar dos obstáculos do setor para obter peças e do ritmo mais lento nas linhas de montagem. Entre os itens que vêm causando gargalos, estão motores da Pratt & Whitney e da CFM (Safran–General Electric), que deixavam 32 aeronaves totalmente montadas aguardando liberação no fim de outubro.

Essas dificuldades de abastecimento ajudaram a criar uma verdadeira “frota fantasma”, estimada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) em 5.000 aeronaves no céu em setembro. Além de pressionar o dia a dia das companhias e comprometer metas dos fabricantes, esses pedidos pendentes também atrasaram a renovação das frotas, com impactos ambientais - já que aviões modernos consomem bem menos energia do que modelos antigos que deveriam estar sendo substituídos.

No ano passado, a Airbus entregou 766 aeronaves. A meta de 820 unidades aproxima o grupo industrial dos recordes alcançados antes da pandemia de Covid-19. Em 2019, 863 aviões novos haviam decolado.

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