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A produção do novo tanque M1E3 Abrams do Exército dos EUA pode começar em 2027.

Tanque de guerra em movimento em área aberta com drone voando próximo e cones laranjas ao redor.

Segundo reportagens de veículos especializados dos Estados Unidos, o Exército dos EUA se prepara para iniciar a produção do tanque de próxima geração M1E3 Abrams em 2027. O avanço, porém, dependerá dos resultados de uma série de testes que deverão ser realizados com os protótipos disponíveis no fim deste ano. A informação foi divulgada por Brent Ingraham, secretário assistente do Exército para Aquisição, Logística e Tecnologia, durante o AUSA Global Symposium (simpósio global da Association of the United States Army).

De acordo com o The War Zone, Ingraham afirmou que os primeiros exemplares do novo M1E3 Abrams destinados a ensaios chegarão entre o verão e o outono no Hemisfério Norte, indicando o ritmo acelerado do programa. Vale lembrar que o primeiro protótipo foi apresentado em janeiro passado, na cidade de Detroit, em um marco alcançado dois anos antes do que estava previsto nos planos originais do Exército dos EUA.

Além disso, a força já trabalha com as chamadas unidades Transformation in Contact, que ficarão encarregadas de conduzir testes em campo - uma abordagem que, segundo a expectativa, deve acelerar o processo de incorporação desses blindados.

O que já se sabe sobre o design e a tripulação do M1E3 Abrams

Como observam analistas norte-americanos, o Exército dos EUA ainda não definiu o desenho final e as características do M1E3 Abrams, e também não está claro se ele será um veículo totalmente novo ou um projeto que reaproveite elementos já existentes.

Na apresentação do protótipo em Detroit, foi apontado que a unidade exibida trazia um casco redesenhado. Ao mesmo tempo, integrava uma torre remotamente controlada e modificada, derivada do modelo atual M1A2 SEPv3. Com isso, o Exército pretende reduzir a tripulação necessária de quatro para três integrantes - o que, por consequência, implicaria a adoção de um novo sistema de carregamento automático (autoloader).

Propulsão híbrida, esteiras mais leves e suspensão hidropneumática

Até o momento, sabe-se que o futuro M1E3 incorporará um sistema de propulsão híbrido baseado principalmente em um motor diesel Caterpillar C13D. A expectativa é que isso aumente a eficiência de combustível da plataforma, com cerca de 50% mais eficiência em comparação ao atual sistema de turbina a gás.

Também foi possível observar, durante a apresentação do protótipo, o uso de novas esteiras leves fabricadas pela Rheinmetall. Outro destaque é um novo sistema de suspensão hidropneumática que, segundo relatos, liberaria espaço interno e ainda permitiria ajustar a altura do veículo em relação ao solo. Essa solução estaria sendo desenvolvida pela empresa britânica Horstman Group.

Direção “tipo simulador” para facilitar o treinamento de novos tripulantes

Outro ponto relevante está nos novos sistemas de condução incorporados ao projeto do tanque para tornar mais simples o treinamento de tripulantes mais jovens. Um exemplo citado é o uso de um volante fabricado pela Fanatec, semelhante aos utilizados em simuladores de corrida.

Isso não é um detalhe secundário, como destacou o coronel Ryan Howell: “Agora, leva apenas 30 segundos para treinar um jovem soldado a dirigir esse tanque; algo que antes levava dias, até semanas.”

Proteção ativa Iron Fist, defesa passiva contra drones e armamento

Reforçando o que já havia sido indicado em janeiro, o M1E3 do Exército dos EUA deverá se caracterizar pela inclusão do sistema de proteção ativa Iron Fist, desenvolvido em Israel pela Elbit Systems. O sistema já equipa algumas variantes do veículo de combate de infantaria Bradley em serviço na força. Paralelamente, há planos para desenvolver um sistema passivo especialmente eficaz contra o emprego de drones pelo inimigo.

No armamento, o canhão principal deve manter o calibre de 120 mm presente em outros modelos, complementado por uma estação de armas que integra um sistema Javelin, um lançador de granadas de 40 mm e uma metralhadora de 7,62 mm.

Por fim, é mencionado que esse conjunto pode ser ampliado de diferentes maneiras. Uma delas seria a possível incorporação de novos sistemas de lançamento para munições de espera (loitering munitions), um recurso cada vez mais utilizado no combate moderno. O Exército dos EUA já vem trabalhando em soluções desse tipo, incluindo a modificação de um tanque M1A2 Abrams com o objetivo de poder empregar os sistemas Switchblade 300 e Switchblade 600 fornecidos pela empresa AeroVironment, permitindo engajar alvos além da linha de visada.

Imagens usadas apenas para fins ilustrativos

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