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Em águas espanholas, a Fragata Rainha Sofia vigia submarino russo

Marinheiros com coletes laranja em navio militar observam submarino e helicóptero no mar ao pôr do sol.

Em tempos de tráfego naval cada vez mais observado, acompanhar de perto a movimentação de unidades estrangeiras virou parte da rotina de quem patrulha áreas estratégicas. Foi nesse contexto que, segundo o Estado-Maior da Defesa da Espanha, a fragata Reina Sofía monitorou um submarino da Marinha Russa que navegava em águas espanholas, dentro de uma operação que também incluiu a vigilância de um navio auxiliar russo durante a passagem por zonas de interesse nacional. A ação integrou as Operações de Presença, Vigilância e Dissuasão (OPVD), um conjunto permanente de atividades das Forças Armadas voltado a reforçar o controle do ambiente marítimo e a garantir a segurança e a liberdade de navegação em áreas-chave.

De acordo com informações oficiais, a fragata espanhola manteve acompanhamento contínuo das duas embarcações russas até que elas deixaram as águas de interesse espanhol e seguiram para a área de responsabilidade portuguesa. Missões desse tipo são realizadas com frequência, já que a presença sustentada no mar ajuda a ampliar a vigilância em pontos sensíveis, assegurar o cumprimento do Direito Internacional e proteger a soberania nacional diante de qualquer situação que exija atenção imediata.

A atuação faz parte das OPVD, consideradas uma ferramenta essencial para aumentar o conhecimento do ambiente marítimo e antecipar possíveis ameaças. Essas operações também permitem uma resposta rápida em cenários de crise, integrando a atuação de diferentes órgãos do Estado com capacidades específicas voltadas à segurança marítima. A Armada destacou que esse tipo de missão fortalece a proteção dos interesses estratégicos nacionais e contribui para o bem-estar dos cidadãos.

O Mando Operativo Marítimo (MOM), responsável pelo planejamento e pela condução dessas operações, coordena os navios sob seu controle para garantir a vigilância constante dos espaços marítimos de soberania e interesse. Sediado em Cartagena e sob o comando do vice-almirante Vicente Cuquerella Gamboa, o MOM atua subordinado ao Chefe do Estado-Maior da Defesa (JEMAD) e integra a estrutura operativa permanente das Forças Armadas, ao lado dos comandos terrestre, aéreo, espacial e ciberespacial.

Essas operações permanentes mobilizam diariamente cerca de 850 militares, distribuídos entre os diferentes comandos, e representam a ação direta das Forças Armadas em atividades de vigilância e dissuasão. Nesse quadro, a eficácia demonstrada pela fragata Reina Sofía ao monitorar o submarino e o navio auxiliar da Marinha russa reforça a capacidade operacional da Armada, especialmente em situações em que o trânsito de unidades estrangeiras exige supervisão detalhada.

No início de março de 2026, o Quartel-General da Armada Espanhola destacou que as seis fragatas F-80 da classe Santa María estavam simultaneamente desdobradas em diferentes cenários nacionais e internacionais. Essa condição operacional, considerada pouco comum, evidenciou a capacidade da 41ª Esquadrilha de Escoltas de sustentar missões em múltiplos teatros - do oceano Índico ao mar do Norte -, com mais de 1.200 efetivos que concluíram processos avançados de treinamento e certificação para manter um alto nível de prontidão em cada desdobramento.

Imagem de capa obtida do Estado-Maior da Defesa da Espanha.

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