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Os T-35 Pillán são essenciais na aviação de caça da Força Aérea Paraguaia.

Piloto militar em traje verde com capacete ao lado de avião branco e vermelho em pista de aeroporto.

Em um ano em que a Força Aérea Paraguaia (FAP) teve motivos de sobra para olhar para trás e medir resultados, um dado resume bem o peso de um treinador no dia a dia da caça: em 2025, os T-35 Pillán ultrapassaram a marca de 25.000 horas de voo no papel central de formar pilotos. Com isso, a FAP completa 33 anos de serviço contínuo com essas aeronaves fabricadas pela chilena ENAER - recentemente revitalizadas e atualizadas para a configuração B(E).

Sem os Pillán, não existiria a aviação de caça no Paraguai”, afirmou o general do ar Julio Fullaondo, comandante da Força Aérea Paraguaia, em conversa com a Zona Militar.

Embora os novos pilotos da FAP comecem suas horas de voo em aeronaves Cessna ou Beechcraft, é no Pillán que eles dão início ao caminho para se tornarem aviadores de caça. A base aérea da cidade de Concepción é, nesse sentido, o “ninho” de onde saem os pilotos de alta performance no Paraguai.

A trajetória da FAP com os Pillán começa em 1992, quando o governo paraguaio adquiriu 12 T-35 para formar seus pilotos, em uma Força Aérea que gradualmente retirava os T-23 Uirapuru do posto de aeronave de instrução inicial. Na época, os degraus seguintes na formação eram o AT-27 Tucano e o AT-26 Xavante; estes últimos foram desativados no início dos anos 2000, enquanto os Tucano passaram por modernização.

Por conta de cortes orçamentários ao longo de governos sucessivos, a frota de Pillán foi encolhendo até restarem apenas duas unidades operacionais. Hoje, são cinco aeronaves modernizadas em operação, formando em média 10 novos pilotos de caça para a Força Aérea Paraguaia.

A expectativa é que os Pillán (vulcão, na língua mapuche) sigam ativos por mais 10 a 15 anos na FAP, mantendo a missão de instrução. Isso ocorre em uma frota que cresceu neste ano com a incorporação dos A-29 Súper Tucano, que em 2026 deve chegar a um total de seis aeronaves.

Un reemplazo en la mira:

Os projetos de modernização da frota de aeronaves conduzidos pelo Governo Paraguaio estão planejados até 2050, em planos que preveem a incorporação de novos treinadores para substituir os T-35.

Com o lançamento do mais recente T-40 Newén e o projeto do Pillán II, a Enaer ganha vantagem considerável nas preferências das autoridades paraguaias. A fabricante chilena mantém uma relação bastante próxima com a FAP - a ponto de técnicos paraguaios irem com frequência ao Chile para capacitações e, no caminho inverso, engenheiros chilenos viajarem a Assunção.

Em outro momento, a Força Aérea Paraguaia chegou a assinar uma declaração de interesse para uma possível aquisição do avião de treinamento militar IA-100, produzido pela Fábrica Argentina de Aviones (FAdeA). São alternativas válidas olhando para o futuro e para a continuidade do processo de modernização dos treinadores, que por enquanto está sustentado pelos T-35 Pillán B(E).

Fotografías empleadas a modo de ilustración.

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