Pular para o conteúdo

Índia acerta com a França a compra de 114 caças Rafale, com conclusão prevista para 2026.

Dois homens trabalham em equipamento com míssil próximo a jato militar estacionado em pista de aeroporto.

Rafale na Índia: acordo, produção local e ampliação da frota

A Índia trabalha para fechar ainda neste ano um acordo definitivo com a França para concluir a compra de 114 novos caças Rafale destinados a reforçar suas frotas, em uma negociação que exigiria um investimento superior a 325 bilhões de rúpias. O pacote também incluiria cláusulas que permitiriam ao complexo militar-industrial local fornecer até 30% dos componentes de cada aeronave. Além disso, autoridades de Nova Délhi informaram à imprensa local que o entendimento contemplaria entre 12 e 18 aeronaves prontas para operar, o que ajudaria a acelerar a incorporação dos jatos à Força Aérea.

Ao detalhar esses pontos, reportagens da Índia também indicam a possibilidade de o Ministério da Defesa tentar ampliar a integração de armas e sensores desenvolvidos no país ao arsenal do Rafale, o que exigiria autorização da França, fornecedora do sistema, já que ela é a única parte que detém os códigos-fonte necessários. Se isso for viabilizado, Nova Délhi ficará mais próxima de cumprir sua política de “Feito na Índia”, que tradicionalmente busca avançar com processos que envolvem entre 50% e 60% de componentes locais, em vez dos 30% alcançados até agora.

Ao mesmo tempo, vale destacar que a fabricante francesa Dassault já anunciou planos para instalar um centro de manutenção em solo indiano, especificamente em Hyderabad, para os motores M-88 que equipam o Rafale, um dos fatores que fortalecem a candidatura do caça no processo de seleção. Nesse contexto, a empresa já constituiu uma companhia para executar esse trabalho, enquanto também foi relatado que outros atores industriais locais podem entrar no projeto, com destaque para a Tata.

Também cabe lembrar que a candidatura do Rafale se beneficia do fato de a Índia já operar esse tipo de caça em suas frotas de combate, com 36 aeronaves em serviço na Força Aérea e encomendas de mais 26 pela Marinha para equipar os porta-aviões INS Vikrant e INS Vikramaditya. Caso a aquisição das outras 114 unidades avance, o país poderá encerrar o processo com uma frota total de 176 Rafales, tornando-se um dos principais operadores da plataforma no mundo. A decisão final ficará a cargo do Comitê de Segurança do Gabinete.

Por fim, é importante observar que a Índia está pressionada a acelerar a aquisição de novos aviões para formar esquadrões adicionais de caça, sobretudo porque hoje dispõe de apenas 29 esquadrões, ante os 42 previstos em seu planejamento estratégico, uma lacuna agravada pela recente aposentadoria dos obsoletos MiG-21. Nesse cenário, a chegada dos Rafale reforçaria o inventário já existente de caças Su-30MKI, enquanto o país também aguarda a entrega de mais 180 aeronaves LCA Tejas Mk.1A encomendadas de fabricantes locais. Além disso, a Índia avança no desenvolvimento do AMCA, uma aeronave de quinta geração que também é fruto de desenvolvimento nacional.

Imagens usadas apenas para fins ilustrativos

Você também pode gostar: Alemanha e TKMS buscam avançar na venda de novos submarinos Type 214 para a Marinha da Índia

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário