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Samsung Galaxy Tab S11 Ultra: ultrafina até demais - mas isso cobra um preço

Homem analisando jogo de tablet com cenário de guerra e ícone de bateria baixa na tela.

A Samsung parece determinada a provar que, no mundo dos tablets e smartphones, a lei da física é mais uma sugestão do que uma regra. Vimos isso com o Galaxy S25 Edge, cuja espessura impressionante vinha acompanhada de alguns compromissos bem chatos. Com a Galaxy Tab S11 Ultra, a marca coreana continua sua obsessão do momento: levar a leveza e a finura ao limite, mesmo quando isso beira o exagero.

Com tela de 14,6 polegadas, a Tab S11 Ultra quer ser a predadora final do iPad Pro e até do seu velho notebook. Beleza. Só que, quando tudo gira em torno de ganhar mais alguns décimos de milímetro, fica a dúvida: essa busca pela menor espessura não acabou roubando o que realmente importa?

Porque, por trás da silhueta de modelo de passarela, os sacrifícios de ergonomia estão bem ali. Eles atrapalham de verdade? Para descobrir, testamos o aparelho por dois meses. E, sendo bem franco, faz tempo que a gente não alternava tanto entre admiração e irritação...

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Prix : il ne fait aucun effort pour être aimable

Antes mesmo de tirar a tablet da caixa, é preciso falar do que realmente pesa aqui: o preço. A versão Wi-Fi, com 256 GB de armazenamento e 12 GB de RAM que testamos, sai por 1.340 €. Se você costuma guardar sua vida digital inteira localmente, a conta sobe rápido: 1.460 € na versão de 512 GB e até 1.760 € no modelo topo de linha com 1 TB de armazenamento e 16 GB de RAM, sem contar promoções de lançamento.

Por esse valor, a Samsung inclui na caixa o S Pen (olá, Apple), um cabo USB-C, mas nada de carregador. É pouco generoso para um produto tão caro, que ao menos poderia trazer o acessório sem custo extra, ou deixá-lo disponível gratuitamente sob solicitação.

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Design : magnifique, oui. Pratique… c’est une autre histoire !

Na primeira pegada, a Galaxy Tab S11 Ultra impressiona de imediato. Essa enorme placa de vidro e metal tem só 5,1 mm de espessura. Para ter noção, são 0,3 mm a menos que a Tab S10 Ultra, que já parecia uma folha de papel perto da concorrência. E, com 692 gramas, ela ainda consegue ser 26 gramas mais leve que a geração anterior.

A sensação é de estar segurando uma folha “premium” rigidificada, e não um computador completo com bateria de 11.600 mAh. O acabamento continua impecável, como sempre na marca coreana. O chassi em “Aluminium Armor” passa confiança e não cede sob os dedos.

Visualmente, o resultado é ótimo. A tela ocupa quase toda a parte frontal, com bordas reduzidas ao mínimo possível. Também chama atenção o fato de a câmera frontal ter perdido uma das duas lentes (a dedicada ao reconhecimento facial), o que diminuiu bastante o tamanho do recorte.

Outra boa surpresa: a certificação IP68 está presente, algo ainda raro o bastante entre tablets para merecer destaque. Na prática, isso significa que dá para ostentar o aparelho na piscina sem entrar em pânico ao primeiro respingo.

Essa corrida desenfreada pela espessura mínima, porém, tem consequências. Como veremos adiante, os poucos décimos de milímetro economizados acabam cobrando caro em ergonomia e funções. A Samsung esqueceu que um tablet, por mais bonito que seja, ainda precisa ser útil?

S Pen : chronique d’une régression imprévue

A S Pen sempre foi um dos grandes trunfos das Galaxy Tab. Neste ano, ela passou por uma reformulação importante... para o bem e para o mal. Começando pelo lado positivo: o acessório ganhou um novo formato hexagonal, inspirado no lápis tradicional. A ideia é excelente, o conforto ao escrever é real e o objeto ficou agradável de usar.

O problema é que a Samsung moveu a área de fixação magnética, que ficava atrás dos modelos anteriores, para a lateral do aparelho. No papel, parece inteligente; no dia a dia, não. A área de contato ficou tão estreita que a caneta se solta com qualquer movimento mais brusco. Durante o teste, encontramos a S Pen várias vezes no fundo da mochila, entre as almofadas do sofá ou debaixo da mesa.

Assim como no Galaxy S25 Ultra, a S Pen perdeu a conectividade Bluetooth. Acabaram os controles remotos para avançar slides no PowerPoint ou disparar a câmera em fotos de grupo. E, claro, também sumiram os alertas quando o stylus fica longe demais da tablet... Isso é ainda mais frustrante porque ninguém pediu uma caneta mais fina em troca dessas funções.

A S Pen vem com uma ponta que tende a se desgastar com o tempo. A Samsung não considera necessário fornecer uma reposição, nem mesmo vendê-la em seu site. Resta comprar uma nova S Pen oficial por modestos 65 euros, que ainda acompanha um par de pontas extras...

Outra saída é procurar na internet, onde existem pontas de sobra... torcendo para que sejam compatíveis com a nova S Pen (as dos modelos anteriores não servem).

Dito isso, justiça seja feita: em uso puramente tátil, a S Pen continua excelente. A latência é imperceptível e os 4096 níveis de pressão garantem precisão de sobra para desenhar ou fazer anotações manuscritas.

As novas funções de IA, como o “Drawing Assist”, que transforma rabiscos em obras de arte, ou o “Note Assist”, que resume reuniões, são realmente impressionantes. Mas ter a melhor caneta do mundo não adianta muito se você a perde dois dias depois da compra.

Écran : l’atout majeur

A Samsung domina OLED como poucas, e este painel “Dynamic AMOLED 2X” prova isso. Com resolução de 2960 x 1848 pixels, a imagem é muito nítida. Mas o que mais chama atenção é o brilho: com 1000 nits no uso padrão e 1600 nits em HDR, a tablet encara sol forte sem drama.

A fluidez também acompanha o pacote, graças à taxa de atualização adaptativa que pode chegar a 120 Hz. Seja navegando na web, jogando ou vendo filme, tudo flui naturalmente. A fidelidade de cores é impecável, com cobertura de 100% do espaço DCI-P3 e pretos profundos típicos do OLED.

Sinceramente, depois de várias semanas, nossos olhos não se cansaram dela. Ver filmes vira uma experiência de cinema portátil, e para quem trabalha com criação, editar fotos numa tela dessas é um prazer enorme.

Performances : la puissance tranquille

Para tablets, a Samsung segue firme com a Mediatek: a Tab S11 Ultra traz o chip Dimensity 9400+. Fabricado em 3 nm, esse SoC octa-core entrega ganhos de desempenho bem fortes em relação à geração anterior. A Samsung divulga aumentos de 24% no processador, 27% na parte gráfica e um salto de 33% nos cálculos ligados à inteligência artificial.

Na prática, nossos testes confirmaram que a tablet é uma verdadeira máquina de potência. De edição de vídeo em 4K a tratamento de arquivos RAW pesados, ela executou tudo o que pedimos sem hesitar.

Para quem joga, é um prato cheio. Títulos pesados da Play Store, como Genshin Impact ou Call of Duty Mobile, rodam com todos os gráficos no máximo e fluidez constante. O sistema de resfriamento funciona bem: a tablet esquenta um pouco em sessões intensas, mas nunca a ponto de incomodar na mão. E o principal é que o desempenho se mantém estável ao longo do tempo, ao contrário de alguns rivais que reduzem a força assim que a temperatura sobe.

Apoiada por 12 GB de RAM (16 GB na versão de 1 TB), a Tab S11 Ultra é excelente em multitarefa e consegue alternar entre uma dúzia de aplicativos sem engasgos. O armazenamento UFS 4.0 garante transferências rápidas, e a presença de um slot microSD - espécie cada vez mais rara - permite adicionar até 2 TB extras de espaço.

Um comentário rápido sobre multimídia: os quatro alto-falantes AKG são ótimos e entregam som potente e cheio, perfeito para entretenimento. No conjunto fotográfico, o módulo traseiro cumpre bem a função de digitalizar documentos, e a nova câmera frontal única dá conta tranquilamente de videoconferências de qualidade.

Autonomie : la rançon de la minceur

Com uma bateria de 11.600 mAh, uma das maiores do mercado, era razoável esperar uma autonomia recorde. O resultado é bom, mas não excepcional. Em uso misto comum (web, vídeo e redes sociais), ficamos em torno de 13h30. É respeitável, mas para um aparelho desse tamanho já vimos desempenho melhor em outras propostas.

Quando a força do Dimensity 9400+ é exigida, a autonomia derrete rápido. Um dia de trabalho pesado com edição ou jogos vai acabar com a bateria antes do jantar. Claramente, o processo em 3 nm não compensa totalmente o apetite da tela gigante e do processador.

A recarga, por sua vez, pede paciência. O carregamento rápido de 45 W recupera 40% em 30 minutos, mas leva cerca de 1h40 para chegar a 100%. Em 2025, isso é demorado. E vale lembrar: o carregador certo continua sendo vendido à parte.

One UI 8 et DeX : quand le logiciel sauve les meubles

A Galaxy Tab S11 Ultra roda Android 16 com a interface One UI 8, que muda bastante a experiência de uso. Uma das grandes novidades é a melhoria do modo DeX, que transforma a tablet em um PC de mesa mesmo sem monitor externo.

A interface, mais próxima do Windows, ganhou flexibilidade: as janelas podem ser redimensionadas livremente e é possível criar desktops virtuais. A fronteira entre tablet e computador fica cada vez mais tênue.

A Galaxy AI e o Gemini do Google estão por toda parte, sem serem intrusivos. O “Circle to Search” permite buscar qualquer elemento na tela apenas circulando-o, enquanto as ferramentas de resumo, tradução e geração de texto se encaixam bem no fluxo de trabalho. Destaque também para o Galaxy Notes, o app de anotações da casa, que ficou mais flexível e cheio de recursos.

Para fechar o assunto, a Samsung promete as 7 próximas versões principais do Android e patches de segurança por 7 anos.

Accessoires : l’incompréhensible faux pas

A Samsung vende um teclado “Book Cover” para transformar a tablet em uma estação de trabalho. De forma surpreendente, o modelo da Tab S11 Ultra vem sem trackpad. É uma estreia da qual poderíamos muito bem passar sem. O motivo é, claro, essa corrida insensata pela espessura mínima: remover o trackpad ajuda a reduzir alguns milímetros.

O resultado é um absurdo ergonômico. Usar o modo DeX, pensado para mouse, tendo que levantar o braço a cada dez segundos para tocar na tela é uma punição. Para uma máquina que quer substituir um notebook, isso é imperdoável. Qualquer usuário profissional teria preferido um teclado 3 mm mais grosso, mas com trackpad de verdade.

Não conte com os acessórios da geração anterior: eles não são compatíveis. O conector magnético mudou de lugar, saindo da borda inferior e indo para a parte traseira do aparelho. Tudo porque os 0,3 mm a menos impedem a manutenção da posição habitual.

Para piorar, a Samsung teve a ideia estranha de não incluir mais o encaixe seguro para a S Pen. Enquanto o sistema magnético dela é tão confiável quanto promessa de político, a marca preferiu abrir mão disso. Esse encaixe vinha nos estojos anteriores e era muito bem aceito pelos usuários. Mais um efeito colateral da obsessão pela finura que ninguém pediu.

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Samsung Galaxy Tab S11 Ultra : l’avis de Presse-citron

Ao fim deste teste, o sentimento que fica é de frustração. A Galaxy Tab S11 Ultra é uma façanha tecnológica inegável. A tela provavelmente é a mais bonita do momento, a potência é gigantesca, o design é de cair o queixo e a parte de software é muito bem resolvida.

Mesmo assim, esta tablet é vítima de uma obsessão doentia. Ao querer bater a todo custo o recorde de finura, a Samsung sacrificou o essencial: a usabilidade. A retirada do Bluetooth da S Pen é uma regressão funcional importante. A fixação do stylus é frágil. A falta de trackpad no teclado torna o modo DeX cansativo de usar. E a incompatibilidade dos acessórios soa como uma piada de mau gosto para os fiéis da marca.

Tudo isso por quê? Para ganhar 0,3 mm de espessura. Sinceramente, quem, entre os usuários profissionais que esse produto pretende atingir, pediu uma tablet mais fina? Ninguém. O que eles querem é autonomia, praticidade e ergonomia - não uma ficha técnica pensada para brilhar em vitrine.

Se você procura a melhor tablet Android para consumir conteúdo, a Tab S11 Ultra é rainha. Mas, se esperava um instrumento de produtividade capaz de substituir seu PC, pode se decepcionar com escolhas de design radicais.

Se você já tem uma Tab S9 Ultra ou uma Tab S10 Ultra, vale a pena manter a sua: você ainda perderia em funcionalidades na troca. A Samsung pode até ter vencido a disputa pela finura, mas acabou tropeçando no bom senso...

Samsung Galaxy Tab S11 Ultra

1340 €
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                                <li>Design et qualité de construction</li>
                                <li>One UI 8 &amp; Galaxy AI</li>
                                <li>certification IP68</li>
                                <li>Présence d'un port micro SD</li>
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                                <li>Clavier optionnel massacré</li>
                                <li>Prix élevé</li>
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