Após oito meses no mar, o Grupo de Ataque do porta-aviões britânico HMS Prince of Wales encerrou oficialmente seu desdobramento internacional de 2025. Navios, aeronaves e efetivos já começaram a regressar às suas respectivas bases, e a nau-capitânia deve chegar a Portsmouth nas próximas horas.
Batizada pela Marinha Real como Operação Highmast, a missão deste ano levou o Grupo de Ataque do HMS Prince of Wales ao Japão e à Austrália - um marco relevante para a força e um sinal geoestratégico claro ao manter uma presença contínua na região do Indo-Pacífico. Outro destaque importante foi a conquista da Capacidade Operacional Plena, condição que permite ao grupo assumir tarefas da OTAN.
De acordo com a Marinha Real, na Operação Highmast o Grupo de Ataque do Prince of Wales organizou um anel defensivo central com o destróier Tipo 45 HMS Dauntless responsável pela defesa antiaérea, enquanto a fragata Tipo 23 HMS Richmond e a fragata norueguesa HNoMS Roald Amundsen garantiram a cobertura antissubmarino e antissuperfície.
Ao longo da Highmast, o Grupo de Ataque também operou integrado a embarcações de diversas marinhas aliadas, incluindo uma fragata F-100 da Marinha da Espanha, além de navios da Marinha Real Canadense, da Marinha dos Estados Unidos, entre outras. A Marinha Real ainda empregou seus navios-tanque da frota RFA Tideforce e RFA Tidespring, que sustentaram a força-tarefa em diferentes etapas da viagem.
Marco para a Ala Aérea embarcada do HMS Prince of Wales
A Operação Highmast também representou um passo importante para a Ala Aérea embarcada do HMS Prince of Wales, pois trouxe - pela primeira vez - a presença de 24 caças F-35B Lightning II durante um desdobramento operacional. As aeronaves pertencem ao Esquadrão Nº 617 “Dambusters”, da Força Aérea Real, e ao 809 Naval Air Squadron, da Marinha Real.
Como mencionado, o desdobramento internacional recente também permitiu que o HMS Prince of Wales alcançasse a Capacidade Operacional Plena, tornando o porta-aviões “pronto para se integrar a operações na linha de frente sempre que necessário, oferecendo ao Reino Unido capacidades ampliadas de projeção de poder”.
Com o término da Highmast, os caças furtivos F-35B Lightning retornaram à sua base em RAF Marham, em Norfolk; os helicópteros Merlin voltaram para a RNAS Culdrose, perto de Helston, e para a RNAS Yeovilton, em Somerset; enquanto os helicópteros Wildcat regressaram a Yeovilton.
Imagem de capa ilustrativa. Créditos: Marinha Real
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