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USS Iwo Jima: saiba como é o “mini porta-aviões” que a Marinha dos EUA enviou ao Caribe

Navio de guerra militar cinza navegando em mar calmo com ilha ao fundo sob céu parcialmente nublado.

O USS Iwo Jima (LHD 7), um dos navios de assalto anfíbio da classe Wasp da Marinha dos Estados Unidos, está entre as unidades atualmente destacadas no Caribe, nas proximidades da Venezuela, como parte de uma operação em escala regional do Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM). Para analistas, a presença do navio - recentemente reforçada pela chegada à área do porta-aviões USS Gerald R. Ford - evidencia um dos maiores movimentos navais norte-americanos nessa região em décadas, reunindo capacidades anfíbias, aviação embarcada e unidades do Corpo de Fuzileiros Navais em uma zona que Washington considera estratégica para operações de segurança marítima e combate ao narcotráfico.

Conheça o USS Iwo Jima (LHD 7), um “minipor­ta-aviões” em serviço na Marinha dos EUA

O Iwo Jima é mais conhecido por ser um navio de assalto anfíbio do tipo LHD (Landing Helicopter Deck) pertencente à classe Wasp, composta por oito unidades construídas (sete em serviço e uma retirada). O conceito do projeto permite que ele atue como uma espécie de “minipor­ta-aviões” - ou um “porta-aviões leve” - graças ao convés de voo contínuo e à capacidade de receber e operar aeronaves de asa fixa em VTOL, como o F-35B e o AV-8B Harrier II, além de helicópteros. Ao mesmo tempo, ele pode transportar tropas, veículos blindados anfíbios, embarcações de desembarque e todos os elementos necessários para executar e sustentar operações anfíbias de grande porte.

Lançado ao mar em fevereiro de 2000 e incorporado em junho de 2001, o Iwo Jima tem 275 metros de comprimento e cerca de 40.000 toneladas de deslocamento. Ele combina funções de transporte de tropas, centro de comando e controle e plataforma aeronaval, o que permite sustentar operações expedicionárias prolongadas.

O Iwo Jima Amphibious Ready Group

No desdobramento atual, o navio comanda o chamado Iwo Jima Amphibious Ready Group, formado pelos seguintes navios e unidades de combate das Forças Armadas dos Estados Unidos:

  • USS Iwo Jima (LHD-7) – Navio-capitânia e principal plataforma do desdobramento.
  • USS New York (LPD-21) – Navio de assalto anfíbio tipo LPD da classe San Antonio.
  • USS Oak Hill (LSD-51) – Navio de desembarque da classe Harpers Ferry.
  • 22nd Marine Expeditionary Unit (22nd MEU) – Unidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

Quanto ao Grupo Aéreo Embarcado, ele é composto pelas seguintes aeronaves:

  • Aeronaves de ataque AV-8B Harrier II+ do VMM-263 reforçado, algumas equipadas com mísseis AIM-120C-7 AMRAAM.
  • Helicópteros de transporte CH-53E Super Stallion e MH-60S/R Seahawk.
  • Aeronaves MV-22B Osprey e unidades de apoio.

De acordo com imagens e vídeos divulgados nas últimas semanas, quase todos esses meios vêm realizando exercícios com regularidade no Caribe, incluindo operações aéreas, inserções anfíbias e treinamentos conjuntos, além de patrulhas de vigilância marítima.

Operações recentes nas proximidades da Venezuela

Segundo fontes oficiais dos EUA, o envio do Iwo Jima e de seu grupo anfíbio integra uma operação real - e não um exercício - voltada à interdição do tráfico de drogas e ao reforço da presença militar no Caribe. As imagens divulgadas pelo Departamento de Defesa mostram atividades de voo a partir do convés do navio, manobras com aeronaves armadas e ações coordenadas com o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Esse conjunto se enquadra no objetivo de demonstração de força que os Estados Unidos buscam na região em função do combate ao narcotráfico.

Um desdobramento que coincide com a presença do porta-aviões USS Gerald R. Ford

Cabe destacar que, dentro desse desdobramento expressivo da Marinha dos EUA no Caribe, a atuação do Iwo Jima ocorre em paralelo à presença do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78), o que reforça a relevância estratégica desse ponto do Atlântico Ocidental. Embora o Ford opere sob uma lógica distinta da de um LHD, sua presença amplia a capacidade de projeção de força e complementa as atividades do Iwo Jima para sustentar operações expedicionárias, transporte tático e ações anfíbias.

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