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Peixe no lugar de carne: é assim que centenários se alimentam nas zonas azuis.

Mulher idosa em cozinha iluminada servindo prato com peixes grelhados e legumes frescos.

Quem quer viver por muitos anos costuma apostar em alimentos “saudáveis”, como o peixe. Só que as pessoas mais longevas do planeta consomem bem menos peixe do que muita gente imagina - e, sobretudo, escolhem tipos bem específicos. Ao observar as chamadas zonas azuis, dá para perceber como sardinhas, salmão e outros peixes, em porções pequenas e junto de uma alimentação rica em vegetais, parecem colaborar para uma vida muito longa.

O que torna as zonas azuis tão especiais

As zonas azuis são regiões onde há um número incomum de pessoas que chegam aos 90 - ou até aos 100 anos - e ainda assim mantêm um nível surpreendente de vitalidade. Entre os exemplos mais conhecidos estão Okinawa (Japão), Icária (Grécia), áreas da Sardenha, Nicoya (Costa Rica) e Loma Linda (Califórnia).

Ao longo de anos, investigadores acompanharam de perto como essas populações se alimentam e quais hábitos mantêm no dia a dia. O padrão que se repete é claro: a base da dieta é majoritariamente vegetal. Verduras e legumes, leguminosas, frutas, cereais integrais, azeite de oliva e oleaginosas são protagonistas no prato. Já os alimentos de origem animal entram apenas como coadjuvantes - e o peixe também se encaixa nessa regra.

Nas zonas azuis clássicas, o peixe costuma aparecer apenas duas a três vezes por semana, muitas vezes em porções bem pequenas e como parte de uma refeição simples.

Em vez de filés enormes, costuma haver algumas sardinhas no prato, um pouco de peixe refogado dentro de um cozido, ou um pedacinho grelhado dividido com a família. À primeira vista, essa moderação chama a atenção, mas ela combina com o que a medicina nutricional vem apontando.

Pouco, mas bem escolhido: como centenários usam peixe nas zonas azuis

Quando se fala em peixe, é comum pensar em “quanto mais, melhor”. Nas regiões com muitos centenários, a lógica tende a ser outra: “com frequência, mas com moderação”.

Peixes pequenos, impacto grande nas zonas azuis

Nas aldeias analisadas, predominam peixes menores e, em geral, mais acessíveis. Entre os que aparecem com mais frequência à mesa estão:

  • Sardinhas
  • Anchovas (sardelas)
  • Bacalhau

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