Ascend 950PR terá um ambiente semelhante ao CUDA
A Huawei prepara um novo acelerador de IA, o Ascend 950PR, que deve se tornar uma alternativa mais atraente às soluções da Nvidia para os gigantes chineses de nuvem. Segundo a Reuters, o principal atrativo da novidade não está apenas no desempenho computacional, mas sobretudo na compatibilidade muito mais forte com o ecossistema de desenvolvimento CUDA, já familiar para programadores.
De acordo com a agência, os grandes desenvolvedores chineses continuam preferindo o hardware da Nvidia não só pela alta capacidade de processamento, mas também por causa da dependência do CUDA - o principal padrão de software para treinamento e inferência em IA. As tentativas anteriores da Huawei de promover sua própria pilha CANN não entregaram um efeito comparável, porém, com o lançamento do CANN Next, a empresa teria se aproximado de forma significativa do modelo de programação conhecido da Nvidia.
A nova versão da plataforma de software passou a incluir elementos parecidos com o CUDA. A proposta da Huawei não é substituir o CUDA diretamente, e sim permitir que os desenvolvedores trabalhem com uma lógica o mais familiar possível, enquanto a otimização da execução acontece de acordo com a arquitetura Ascend.
Foi justamente isso que, segundo a Reuters, tornou o Ascend 950PR bem mais interessante para grandes clientes chineses. Fontes da agência afirmam que ByteDance e Alibaba já planejam fazer pedidos do novo acelerador. Também foi informado que a Huawei espera produzir 750 mil chips dessa série ao longo de um ano.
Pelos dados divulgados, o Ascend 950PR deve oferecer desempenho de até 1 PFLOPS em FP8 e até 2 PFLOPS em FP4. Também estão previstos interconexão entre chips com largura de banda de 2 TB/s e memória própria HiBL 1.0 de 128 GB, com largura de banda de 1,6 TB/s. A existência de uma subsistema de memória própria, ao que tudo indica, deve ajudar a Huawei a reduzir riscos na ampliação da produção.
No mercado chinês, a demanda por alternativas à Nvidia continua alta, especialmente entre grandes empresas de nuvem. O acesso aos aceleradores americanos é dificultado por restrições regulatórias, o que obriga as companhias a alugar poder de computação no exterior ou a buscar soluções locais.
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