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Monty Don revela: Pequena poda em março transforma hortênsias em paredes floridas.

Homem cuidando de hortênsia com tesoura de poda em jardim ao entardecer.

Muitas hortênsias viram um fracasso mesmo com um substrato caro.

Um gesto discreto em março define se o arbusto vai “explodir” no verão - ou se vai decepcionar.

Na televisão, tudo parece simples: alguns cortes aqui, um pouco de cobertura morta ali, e pronto - arbustos tímidos se transformam em bolas de flores cheias e vistosas. Só que, nos jardins de verdade, o cenário costuma ser bem diferente. As hortênsias, em especial, dão trabalho para muita gente que cultiva por hobby. O jardineiro britânico Monty Don mostra que, na maioria das vezes, o problema não está no adubo nem em “ter jeito para plantas”, e sim em um ritual de março que quase todo mundo ignora.

Por que março decide o destino das hortênsias

Embora pareçam resistentes, hortênsias reagem de forma implacável quando o momento não é o certo. Principalmente as populares hortênsias-macrófilas (Hydrangea macrophylla), como as variedades de inflorescência em bola e em prato, formam os botões florais no chamado “madeira velha”. Em outras palavras: os ramos que deveriam florescer no verão já deixaram seus botões preparados no ano anterior.

Quando esses ramos são encurtados cedo demais, a pessoa acaba removendo, sem perceber, toda a estrutura que viraria flor. A planta até rebrotará com vigor e ficará bem verde, mas quase não produzirá flores - uma cena muito comum em jardins residenciais.

"O ponto decisivo não é quanto se corta, mas onde e quando"

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