Quando a Audi percebeu que os fios condutores do desembaçador do vidro traseiro - normalmente uma sequência de linhas horizontais - podiam se transformar em um elemento visual marcante, isso provavelmente foi um caso raro, talvez até único.
Foi exatamente isso que aconteceu nos anos 1980, numa fase em que o Audi Quattro já havia demonstrado, com inúmeras vitórias, que a tração integral seria o futuro dos ralis.
Pouco depois, o sistema quattro chegaria a vários modelos da marca alemã - Coupé, 100, 200 e outros - e, para diferenciá-los dos demais, alguém, cuja identidade não se conhece, teve a ideia original de formar o logotipo “quattro” com os próprios fios condutores do desembaçador do vidro traseiro.
O resultado funcionava muito bem porque o logotipo, composto por letras minúsculas e por formas geométricas simples - linhas horizontais e verticais, além de pequenos trechos de circunferência -, podia ser reproduzido com facilidade apenas como contorno. Bastava “desenhá-lo” com os fios do vidro.
Desse modo, era possível perceber à distância que aquele Audi era um quattro. Claro que o efeito durava só alguns minutos, até o desembaçador concluir sua função.
Na prática, esse tipo de solução também ajudava a reforçar a identidade da Audi em uma época em que a diferenciação entre versões dependia muito mais de criatividade do que de recursos digitais. Em vez de uma assinatura luminosa ou de telas, o destaque vinha de um detalhe mecânico transformado em linguagem visual.
Mesmo hoje, esse recurso continua sendo lembrado como um detalhe curioso e original, um pequeno detalhe escondido que muitos chamariam de homenagem discreta ao modelo.
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