Mesmo com cinco anos de idade, a SEAT Leon Sportstourer continua dando muito o que falar.
A SEAT Leon comemorou recentemente 25 anos. Suficiente para eu voltar a ter a perua Sportstourer como companhia durante uma semana.
Além disso, o Leon também está entre os modelos mais vendidos da marca espanhola em Portugal, ajudando a SEAT a ser a 10ª marca mais vendida no país, mesmo com esta geração já acumulando cinco anos de mercado.
Fazia tempo que eu não dirigia um SEAT Leon Sportstourer. Ainda bem que repeti a experiência.
Como veremos adiante, a principal novidade está no motor e em pequenas mudanças no interior. E vale começar justamente pela cabine.
Por fora, quase nada mudou. Não houve nem um retoque no visual. A única diferença está no pilar B, que traz o discreto emblema “Aniversário / Edição Limitada” desta versão, como expliquei neste vídeo:
SEAT Leon Sportstourer: melhorando o que já era bom
No interior da SEAT Leon Sportstourer, o ambiente é caprichado, o espaço é generoso e a qualidade geral está em bom nível. Os plásticos são bons, a montagem é correta e os comandos ficam bem distribuídos.
O banco do motorista tem ajuste elétrico e encontrar uma boa posição ao volante é simples. No banco traseiro, dois adultos viajam muito bem; três já sofrem por causa do túnel central. Ainda assim, é uma perua plenamente apta a encarar longas distâncias.
Com os bancos erguidos, o porta-malas leva 470 litros e chega a 1450 litros com os encostos rebatidos. E sim, há espaço para guardar o cabo de recarga sob o assoalho. É uma perua muito espaçosa e prática.
O painel digital de 10,25” é claro e funcional. Já o sistema multimídia com tela sensível ao toque de 12,9” é menos intuitivo - os comandos do ar-condicionado e os modos de condução ficam escondidos em submenus -, mas agora os botões táteis finalmente contam com iluminação de fundo.
A nova motorização combina o conhecido 1.5 TSI de 150 cv com um motor elétrico de 85 kW (115 cv), alimentado por uma bateria de 19,7 kWh úteis. Na soma, são 204 cv e 350 Nm de torque, administrados por um câmbio automático DSG (dupla embreagem) de seis marchas.
No catálogo, a autonomia elétrica da SEAT Leon Sportstourer é de 133 km. Na prática, foram 106 km. Nada mal. Melhor ainda: os primeiros 100 km foram percorridos com 0 l/100 km e 15,7 kWh/100 km. São números excelentes. Nesse quesito, ela é a melhor da categoria. E, quando a bateria se esgota, o consumo médio se estabiliza abaixo de 6 l/100 km.
Com uma bateria desse tamanho, carregar mais rápido também passa a ser importante. Por isso, o carregamento rápido em corrente contínua (DC) chega a 50 kW, permitindo ir de 10% a 80% em cerca de 25 minutos. Em corrente alternada (AC), com carregador de 11 kW, a bateria vai de vazia a cheia em pouco mais de duas horas.
Na condução, o Leon Sportstourer mostra muita competência. A suspensão é bem acertada, firme sem virar desconfortável. A plataforma MQB - a mesma usada em modelos como Volkswagen Golf, Audi A3 e Skoda Octavia, entre outros - aparece aqui em uma de suas versões mais interessantes.
Era de se esperar que, com 204 cv à disposição do pé direito, não faltassem vigor nem força a esta perua, mesmo em velocidades mais altas. Rodando apenas com o motor elétrico, ela pode alcançar 140 km/h, mas a autonomia real cai para menos da metade da anunciada.
SEAT Leon Sportstourer e-Hybrid: cobra caro pelo que entrega
Esta configuração “Aniversário / Edição Limitada” do SEAT Leon Sportstourer e-Hybrid traz praticamente tudo o que se pode querer e cobra por isso: quase 47 mil euros com os opcionais da unidade testada.
Além disso, oferece espaço, conforto, bom nível de equipamentos e consumo baixo. Sem os opcionais, o preço cai para um mais interessante valor de 43 mil euros.
Esse é o custo de uma perua familiar ágil, confortável e agradável de dirigir - com mais foco na condução do que no conforto.
Se você quiser o contrário, no lugar da SEAT Leon Sportstourer vale olhar para a Skoda Octavia Break. Ela usa a mesma plataforma e as mesmas soluções da Leon Sportstourer, mas troca o charme espanhol pelo pragmatismo tcheco.
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