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Exportação de componentes para automóveis cai no primeiro trimestre

Carro esportivo azul exibido em showroom com janelas grandes e porto ao fundo ao pôr do sol.

O início do ano não foi especialmente favorável para as exportações da indústria nacional de componentes automotivos.

Segundo dados divulgados pela Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), as exportações nacionais de componentes ligados ao setor automotivo caíram 1,4% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024, totalizando 3 bilhões de euros.

Apesar da retração no acumulado dos três primeiros meses, março sozinho apresentou alta de 2,1%, com o setor de componentes para automóveis exportando mais de 1 bilhão de euros.

“Essa taxa de crescimento é superior ao crescimento do volume de produção de veículos na União Europeia e no Reino Unido, o que significa que, além de a indústria estar entregando componentes para os veículos mais fabricados, também se verifica a entrada em novos projetos”, pode-se ler no comunicado.

Além disso, vale destacar o peso das exportações desse setor no panorama geral: 14,3% do total das exportações nacionais de bens transacionáveis foram de componentes para automóveis.

Para onde vão os componentes automotivos produzidos em Portugal?

O principal destino desses componentes continua sendo a Europa, que concentrou 88,5% das vendas realizadas em 2024. Ainda assim, houve uma queda de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre os países, a Espanha segue como a principal compradora dos componentes para automóveis produzidos em Portugal, com 29,1% de participação, seguida pela Alemanha (21,6%) e pela França (8,5%).

Fora da Europa, os Estados Unidos da América ficaram com 5,8% da quota, enquanto Marrocos alcançou 2,7%, o que, neste caso, representa um aumento expressivo de 39,9%.

“É necessário acompanhar os esforços de investimento que os países concorrentes estão fazendo, para poderem ganhar vantagem competitiva e inserir esta indústria no processo de reindustrialização”, ressalta José Couto, presidente da AFIA.

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