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O estaleiro SK Oceanplant lançou a terceira fragata da nova série FFX Batch-III para a Marinha da Coreia do Sul.

Dois oficiais militares coreanos inspecionam modelo de navio à beira-mar com navio de guerra ao fundo.

O estaleiro sul-coreano SK Oceanplant realizou recentemente o lançamento ao mar da terceira fragata antissubmarino da classe Ulsan no padrão FFX Batch-III, batizada de ROKS Jeonnam (FFG-831). O ato dá continuidade ao cronograma do programa voltado à modernização da frota de escoltas médias da Marinha da Coreia do Sul (ROKN). A cerimónia ocorreu em 25 de novembro, nas instalações do estaleiro em Busan, assinalando mais um avanço na construção do lote de seis navios previsto pela Defense Acquisition Program Administration (DAPA).

De acordo com informações divulgadas pela DAPA, a ROKS Jeonnam entra agora numa etapa que abrange a instalação de armamentos, a integração de sistemas e os ensaios de mar, atividades que se estenderão pelos próximos meses até a entrega final à ROKN. Vale destacar que essas fragatas formam a espinha dorsal da nova geração sul-coreana de escoltas antissubmarino, trazendo melhorias em sensores, sistemas de combate e capacidades de guerra tanto em ambientes litorâneos quanto em mar aberto.

ROKS Jeonnam e o avanço do programa FFX Batch-III

O lançamento desta nova fragata soma-se aos marcos já alcançados pelo programa FFX Batch-III, concebido para substituir fragatas mais antigas (FF) e corvetas de patrulha e combate (PCC). Nesse contexto, a primeira unidade, a ROKS Chungnam (FFG-828), foi oficialmente entregue à Marinha da Coreia do Sul em dezembro de 2024, tornando-se a primeira fragata Batch-III a entrar em serviço operacional.

Já a segunda unidade, a ROKS Gyeongbuk (FFG-829), foi lançada em julho de 2025. A sua construção teve início em 2021, seguida pela colocação da quilha em 2023 e pela montagem do casco em 2024.

Com deslocamento de 3.600 toneladas, essas novas fragatas - com 129 metros de comprimento e 14,8 metros de boca - contam com um canhão de 127 mm, mísseis antinavio, de ataque a alvos terrestres e antiaéreos, além de torpedos antissubmarino de longo alcance. Também se destaca a adoção de um sistema de propulsão híbrida, já utilizado nas fragatas Batch-II (classe Daegu), que contribui para reduzir o ruído subaquático irradiado.

Além disso, as fragatas da classe Batch-III incorporam um mastro integrado, que reúne tecnologias avançadas de deteção, como um novo radar AESA desenvolvido localmente, um sistema avançado de busca e rastreamento por infravermelho (IRST) e o sistema eletro-óptico de rastreamento (EOTS), recursos que apoiam o navio e a tripulação na deteção e identificação de ameaças.

Rumo ao próximo passo: a fase de projeto do FFX Batch-IV

Em paralelo ao andamento do lote atual, a Coreia do Sul já trabalha no projeto preliminar das futuras fragatas FFX Batch-IV, iniciativa que pretende incorporar melhorias estruturais, maior automação e um sistema de combate de nova geração. A DAPA prevê concluir a etapa de projeto nos próximos anos, com o início da construção do primeiro casco previsto para perto do fim da década.

Conforme informações divulgadas no começo de 2025, as futuras unidades Batch-IV deverão incluir: aperfeiçoamentos na assinatura acústica e furtiva; aumento da capacidade de lançamento vertical do K-VLS; integração de novos mísseis superfície-superfície e antiaéreos; avanços em propulsão híbrida ou energeticamente mais eficiente; e maior capacidade para operar UAVs embarcados.

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