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O futuro Navio de Intervenção Subaquática da Marinha Espanhola, construído pela Navantia, já está ganhando forma.

Dois trabalhadores com capacetes revisam plantas em doca com grande navio militar e guindastes ao fundo.

A sequência de contratos conquistados nos últimos meses deixa claro que a Navantia vem atuando como um dos principais vetores da modernização da frota de superfície da Armada Espanhola. Esse impulso aparece tanto na atualização das fragatas F-100 quanto na construção das novas F-110 e, igualmente, no desenvolvimento de uma série de navios de apoio especializados - com destaque para o novo Navio de Intervenção Subaquática (BAM-IS). Nesse contexto, a empresa anunciou mais um marco no programa, com a realização do ato de descida ao dique da quilha, ocorrido há poucos dias no estaleiro de Puerto Real.

Projetado para substituir o Navio de Salvamento e Resgate Neptuno A-20, que já soma décadas de serviço, o BAM-IS será uma embarcação com capacidades específicas para executar missões de mergulho, salvamento, apoio ao resgate e resgate de submarinos sinistrados, intervenção e resgate em acidentes e naufrágios, além de vigilância e monitorização do património marinho.

Esse desenvolvimento também caminha em paralelo aos avanços mais recentes na construção da série de quatro submarinos S-80 Plus, que já tem uma unidade em operação, o S-81 Isaac Peral; outra recentemente lançada à água e em fase de testes, o S-82; enquanto as duas restantes se encontram em diferentes etapas de fabrico.

Retomando o novo Navio de Intervenção Subaquática, em 27 de novembro a Navantia divulgou a atualização mais recente sobre a obra ao confirmar a descida ao dique da quilha, durante um ato que contou com a “… presença do diretor de Operações e Negócio, Gonzalo Mateo-Guerrero Alcázar, e do diretor de Negócio de Corvetas e Navios de Ação Marítima, Alberto Cervantes. Pela Armada, participaram o almirante Carlos Martínez-Merello Díaz de Miranda (assessor do AJEMA), o tenente-general José Antonio Gutiérrez Sevilla (subdiretor-geral de Programas) e o capitão de mar e guerra Ángel Arrazola Martínez (chefe do Gabinete de Programas)”, detalhou a Navantia.

Características do BAM-IS Poseidon e modularidade

A ocasião também serviu para revelar características adicionais do futuro Navio de Ação Marítima de Intervenção Subaquática (BAM-IS), que receberá o nome de Poseidon. O seu casco, com deslocamento de 5.000 toneladas, destaca-se pela elevada modularidade e por uma área de trabalho de 400 m², o que permite integrar módulos com diferentes funções, principais e complementares, em apoio à sua missão central.

Além disso, segundo a Navantia, o navio será equipado com o sistema de Resgate de Submarinos da OTAN “NSRS”, viabilizando a sua certificação ‘MOSHIP’ para atuar como navio-mãe dos sistemas de Salvamento e Resgate de submarinos da OTAN.

Por fim, em termos de calendário, a expectativa é que a construção avance ao longo dos próximos meses, mantendo-se o ano de 2026 como meta de entrega, caso não haja alterações no cronograma de trabalho.

Fotografias: Navantia.

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