As Forças Aeroespaciais Russas informaram a realização de um novo voo de patrulha com dois bombardeiros estratégicos Tu-22M3 armados com mísseis antinavio Kh-22/32. A missão, descrita como programada, ocorreu sobre o Mar Báltico e durou mais de cinco horas, com escolta de caças Su-35S e Su-27.
Segundo os dados oficiais, o deslocamento integrou as rotinas de patrulha de longo alcance. Ao longo de diferentes trechos do percurso, os Tu-22M3 receberam acompanhamento de caças russos. Além disso, foi registrado que alguns caças Saab 39 Gripen da OTAN interceptaram as aeronaves russas, mantendo-as sob monitoramento.
Interceptações no Mar Báltico envolvendo Tu-22M3 e mísseis Kh-22/32
Em dezembro de 2024, bombardeiros Tu-22M3 equipados com mísseis Kh-22/32 já haviam sido interceptados durante um exercício no Mar Báltico. Naquela ocasião, caças F-35A Lightning II da Força Aérea Real dos Países Baixos participaram da resposta da OTAN. O contingente holandês relatou que “…dois F-35As holandeses decolaram ontem da Estônia para interceptar dois Su-27 e dois bombardeiros russos Backfire. Dois JAS 39 Gripen suecos assumiram a partir dos F-35As a leste de Gotland…”. Os F-35A operaram a partir da Base Aérea de Ämari, na Estônia.
No mesmo dia, as Forças Aeroespaciais Russas executaram uma patrulha de longo alcance com Tu-22M3, também com duração superior a cinco horas, incluindo voos sobre o Ártico, o Atlântico Norte, o Oceano Pacífico, o Mar Negro e o Mar Báltico. Durante esse deslocamento, após alerta do Comando Aéreo da OTAN, as aeronaves foram identificadas visualmente por caças da Finlândia, da Suécia e dos Países Baixos.
Novas missões após ataques com drones em 2025
Em junho de 2025, poucos dias depois do ataque ucraniano com drones contra bases russas de bombardeiros estratégicos, Moscou comunicou novas patrulhas de Tu-22M3 sobre o Mar Báltico. O Ministério da Defesa da Rússia declarou em 11 de junho que as aeronaves voaram por quatro horas em espaço aéreo internacional, escoltadas por caças Su-30SM e Su-27.
Naquela oportunidade, também foi anotada a presença de aviões de combate de outros países na região, supostamente vinculados a forças da OTAN destacadas na Lituânia e na Estônia, embora não tenham sido divulgados detalhes adicionais.
As operações mais recentes reforçam a continuidade das patrulhas de longo alcance conduzidas por Tu-22M3 russos em áreas estratégicas, incluindo o Atlântico Norte, o Pacífico Norte, o Ártico, o Mar Negro e o Mar Báltico. Essas atividades fazem parte dos deslocamentos regulares das Forças Aeroespaciais Russas em cenários onde a presença de aeronaves da OTAN tem aumentado.
Imagens obtidas da Tass.
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