Como parte do exercício CANDU III, realizado há poucos dias na província de Córdoba (Argentina), a Direção de Aviação do Exército marcou presença com diferentes meios e efetivos no território cordobês para dar suporte às operações conduzidas pela Força de Desdobramento Rápido. A partir do aeródromo de Villa Rumipal, helicópteros e aviões do Exército integraram as diversas ações executadas contra objetivos de valor estratégico - entre eles, a Central Nuclear de Embalse.
Meios empregados pela Aviação do Exército no CANDU III
Nesta nova edição do CANDU, a Aviação do Exército deslocou para Córdoba aeronaves do Batalhão de Helicópteros de Assalto 601, do Batalhão de Aviação de Apoio ao Combate 601, do Esquadrão de Aviação de Exploração e Ataque 602, além da Seção de Aviação do Exército de Desdobramento Rápido e do Batalhão de Abastecimento e Manutenção de Aeronaves 601. A partir de Villa Rumipal, operaram os Bell UH-1H Huey, Agusta Bell AB-206 e os Cessna 208B Grand Caravan.
Aeromobilidade, inserção e lançamentos de paraquedistas
Ao longo do CANDU III, os helicópteros da Aviação do Exército assumiram um papel central nas atividades de aeromobilidade, atuando em apoio direto às ações do Regimento de Assalto Aéreo 601 e dos elementos que compõem o Agrupamento Força de Operações Especiais.
Esse apoio envolveu inserção e retirada de pessoal em diferentes pontos da geografia cordobesa, além de missões de exploração e transporte. Já os Cessna Grand Caravan executaram o lançamento de paraquedistas das Seções de Exploração de Longo Alcance das Companhias de Comandos e da Seção Guia de Paraquedistas da IV Brigada Aerotransportada.
Desafios operacionais em infraestruturas estratégicas
Considerando a natureza das infraestruturas onde ocorreram as atividades - como a Central Nuclear de Embalse, usinas hidrelétricas e a Fábrica Militar de Río Tercero -, as tripulações dos helicópteros de assalto Bell UH-1H enfrentaram diferentes desafios. Entre os principais fatores estiveram as áreas restritas para pouso e manobra e a presença de obstáculos diversos, como cabos e torres de alta tensão, entre outros. Como se observa nas imagens, na maioria das situações a inserção de pessoal foi realizada por fast-rope.
Exploração, sobrevigilância e enlace em tempo real
Por sua vez, o Esquadrão de Aviação de Exploração e Ataque 602 prestou apoio com um de seus AB-206B1, exemplar equipado com o sistema eletro-óptico FixView FV300. Além de cumprir missões de exploração e sobrevigilância, a aeronave também transmitiu em tempo real o andamento das ações ao posto de comando multidomínio desdobrado pela Força de Desdobramento Rápido.
O CANDU III volta a destacar a importância da Aviação do Exército, uma vez que ela fornece capacidades essenciais para o emprego de parte dos elementos que integram a Força de Desdobramento Rápido. Olhando para o futuro, essas capacidades podem ser ampliadas com os diferentes projetos em avaliação, seja pela incorporação de novos meios, seja pela introdução de nova doutrina.
Agradecimentos: Exército Argentino; Direção de Aviação do Exército
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