Se existe um detalhe que resume a mentalidade da Bugatti, não é só o motor - é o jeito como a marca “autoriza” o carro a entregar tudo o que promete. No Tourbillon, mesmo com a troca do W16 tetraturbo por um V16 aspirado, uma tradição segue firme e faz a ponte com Veyron e Chiron: a lendária speed key, ou chave de velocidade.
Ela não é um enfeite nem um recurso qualquer. É justamente essa chave especial que permite aos hipercarros de Molsheim chegar às velocidades estratosféricas anunciadas, sempre (bem) acima dos 400 km/h.
Sem a speed key, a velocidade final fica limitada a um número menor… mas ainda assim surreal. No caso do Tourbillon, o teto passa a ser 380 km/h - quase nada… Para alcançar os 445 km/h declarados, é preciso inseri-la.
Mais do que um acessório, a speed key vira um ritual. Liberar todo o potencial de um Bugatti deixa de ser algo impulsivo e se transforma num ato deliberado, pensado, do motorista.
E a Bugatti tratou isso como tal. Diferente do Veyron e do Chiron, em que ela ficava “escondida” entre o motorista e a soleira da porta, no Tourbillon ela ganha novo destaque.
Agora, está em um compartimento dedicado no console central - à vista, fácil de acessar e pronta para nos levar muito além dos 400 km/h.
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