Pular para o conteúdo

Tirou a carta e vai comprar o primeiro carro? 7 coisas a ter em atenção

Carro SUV azul exposto em showroom com placas escrito "Primeiro" e vidro refletindo luz natural.

Acabou de tirar a CNH e já está pronto para comprar o seu primeiro carro? Entre palpites de amigos, conselhos da família e milhares de anúncios online, escolher o modelo certo pode ficar bem mais difícil do que parece.

Se você for como a gente, talvez esteja inclinado a buscar um carro mais forte ou mais divertido. Ainda assim, essa nem sempre é a decisão mais inteligente. Vale lembrar: sua vivência ao volante ainda é limitada, e o primeiro carro deve funcionar, antes de tudo, como uma ferramenta de aprendizado.

Para evitar erros comuns e futuras dores de cabeça, separamos sete pontos essenciais para considerar antes de fechar negócio. E, se você quiser indicações mais objetivas, no podcast Auto Rádio a gente apresenta alguns carros acessíveis a partir de 5.000 euros:

1. Deixe a potência em segundo plano

Sim, a gente entende: dizem que quanto mais potente o carro, mais prazeroso ele fica ao dirigir. Mesmo assim, a nossa sugestão é começar com algo mais contido.

Muita gente vai discordar, mas faz sentido dar os primeiros passos “por baixo”. Não é como se 50 cv impedissem algo ruim de acontecer. Porém, mesmo com 50 cv sob o pé, a vontade de “acelerar só mais um pouquinho” aparece o tempo todo.

Em geral, um carro com menos potência custa menos para manter e costuma “perdoar” mais os erros de iniciante. E, como o primeiro carro frequentemente vira um “carro-escola”, é coerente escolher um modelo com manutenção barata - que não “doa” tanto no bolso se levar um ou dois encostões.

2. Não avalie só o preço do carro

Embora existam alternativas boas - e baratas - entre os carros zero quilômetro, nada se compara ao mercado de usados.

A recomendação é não olhar apenas o valor de compra, mesmo quando o preço parece imperdível. Carro é um ralo de dinheiro: combustível, IPVA, seguro, manutenção, pedágios, estacionamentos… Você precisa colocar tudo na ponta do lápis para não deixar o carro consumir a maior parte do seu orçamento mensal.

3. Escolha um primeiro carro simples, robusto e confiável

No fim, tudo volta ao mesmo ponto: este carro será usado para aprender. Você vai errar, e é bem possível que isso gere gastos. Então, o melhor caminho é reduzir o risco de despesas maiores.

No lado mecânico, sempre que der, prefira a receita mais básica: motores aspirados e que não precisam ser grandes. Também é melhor quando há corrente no lugar de correia dentada, embora isso seja mais raro de encontrar.

Para entender se o modelo em questão costuma ser confiável, uma pesquisa rápida no Google normalmente resolve. Você acha clubes, fóruns e matérias que mostram com facilidade se o carro tem (ou não) problemas crônicos.

Ainda assim, tenha em mente: não existe carro sem defeitos - só existem carros que dão menos problemas do que outros. E, por se tratar de um usado, até um modelo “confiável” pode ter sua confiabilidade comprometida pela forma como foi utilizado.

Se você encontrar algo simples e confiável no ponto, grande parte do gasto tende a ficar concentrada na manutenção básica, como troca de óleo e filtros.

4. Compre um carro realmente em bom estado

Parece óbvio, mas o que aparenta estar bom nem sempre está bom. Ao comprar seu primeiro carro usado - ou qualquer usado -, é indispensável fazer tudo o que estiver ao seu alcance para checar as condições do veículo.

Ninguém quer surpresas desagradáveis. Se você tiver um mecânico de confiança, leve-o com você. Se houver essa possibilidade, melhor ainda: vá a uma oficina e faça uma inspeção do estado geral do carro antes de comprar.

Se isso não der para fazer, aqui vai uma lista do que você precisa observar com atenção:

  • Corrosão ou ferrugem na carroceria;
  • Diferenças de tonalidade entre painéis (sinal provável de acidente e repintura);
  • Condição dos bancos, estofamento e cintos de segurança;
  • Funcionamento do fechamento das portas e do capô;
  • Estado dos pneus (confira se as medidas estão corretas e se a borracha não está ressecada);
  • Condição dos freios (não devem ter sulcos na superfície, e as pastilhas precisam ter vida útil para rodar mais alguns milhares de quilômetros);
  • Parte de baixo do carro com amassados ou marcas de impacto.

5. Dirija o carro antes de comprar

Nunca feche a compra de um carro sem dirigir antes. Mesmo com pouca prática, dá para notar se ele está funcionando como deveria. Fique atento a barulhos incomuns, resposta da direção e dos freios, suavidade do câmbio, entre outros pontos.

Aproveite para checar também os extras: ar-condicionado, luzes, rádio… Tudo precisa operar corretamente. Se algo estiver com defeito, isso pode virar argumento para negociar, mas só faça isso tendo noção de quanto a correção vai custar.

6. Evite carros automáticos (por enquanto)

A ideia aqui é direta. Como este é o seu primeiro carro, ele deve ajudar você a aprender a dirigir de verdade - e nada substitui dominar o pedal da embreagem e trocar as marchas. Saber a hora de passar para a próxima marcha, entender quando reduzir, usar o câmbio como freio e encarar o famoso ponto de embreagem são aprendizados valiosos que ajudam a formar um motorista melhor.

É verdade que os câmbios manuais parecem estar desaparecendo, mas, no perfil de usados simples e modestos que a gente recomenda como primeiro carro, eles ainda são os mais comuns. E, por serem mais simples do que câmbios automáticos, se algo der catastroficamente errado, a conta do conserto tende a ser menor.

Vale uma observação extra sobre carros híbridos e elétricos, que também já entram na lista de opções entre os usados. Se você escolher um deles, precisa considerar outros pontos - como verificar a saúde da bateria, algo que já pode ser testado. Se for necessário trocar a bateria, o custo pode simplesmente ficar inviável.

7. Aproveite o seu primeiro carro

É o seu primeiro carro - e, junto com ele, vêm experiências e também aventuras. Até hoje, o automóvel segue sendo um símbolo de independência e liberdade. Se você conversar com parentes ou conhecidos sobre o primeiro carro deles, é bem provável que encontre semelhanças na forma como eles contam essas histórias.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário