A Alpine vive um momento muito positivo. Além do A290, que já está à venda, a marca francesa apresentou recentemente o novo A390, um modelo crossover elétrico com 470 cv, cinco portas e espaço para cinco ocupantes.
Mas, como não existe dois sem três, a Alpine já se organiza para lançar seu primeiro superesportivo, com o objetivo de formar aquilo que chama de sua “garagem dos sonhos”. Segundo Luca de Meo, durante a apresentação do A390, a ideia é colocar no mercado sete novos carros 100% elétricos em sete anos.
Esse futuro modelo, derivado do conceito Alpenglow HY6, terá um nível de potência que pode ultrapassar os 1000 cv. Quem deve servir de referência? Ferrari SF-90 e Lamborghini Revuelto são dois candidatos fortes.
Supercarro híbrido da Alpine com mais de 1000 cv
Embora a Alpine tenha traçado um futuro totalmente elétrico, os motores a combustão podem não ser deixados totalmente de lado. E, durante a revelação do A390, em Dieppe, a marca aproveitou para anunciar o lançamento de seu primeiro superesportivo híbrido, previsto para 2028.
Esse modelo, que vai derivar do conceito Alpenglow HY6, reunirá o melhor dos dois mundos: um V6 sobrealimentado ligado às rodas traseiras e dois motores elétricos no eixo dianteiro, um em cada roda. Com tudo trabalhando em conjunto, será possível extrair mais de 1000 cv, mantendo o peso abaixo dos 1600 kg.
Para efeito de comparação, a configuração é muito parecida com a que vemos na concorrência italiana, como Ferrari SF-90 e Lamborghini Revuelto, que serão, na prática, seus dois principais rivais.
“Não vendemos carros elétricos. Vendemos carros desportivos, carros com paixão, carros exclusivos.”
Philippe Krief, CEO da Alpine
Mesmo assim, não será só a potência que estará alinhada à concorrência. Quando chegar ao mercado, a estimativa é que custe mais de 200 mil euros, uma proposta para a qual o CEO da Alpine acredita haver mercado - será o carro mais caro da história da Alpine.
Hidrogênio no horizonte da Alpine?
O conceito Alpenglow HY6 foi apresentado com um motor V6 movido a hidrogênio. Aliás, basta observar com atenção a sigla HY6 e perceber que “HY” se refere a hydrogen (hidrogênio) e “6” ao número de cilindros.
Hoje, essa ainda não é uma solução viável, mas, para a Alpine, é a tecnologia que pode permitir manter esse superesportivo dentro das restrições de emissões previstas para 2035.
Esse superesportivo também será uma vitrine do trabalho da Hypertech Alpine, que terá a missão de desenvolvê-lo e fortalecer a ligação entre o automobilismo e os carros de rua - uma ambição compartilhada por todo o Grupo Renault.
Luca De Meo, CEO do Grupo Renault, acredita que “esta divisão vai aproveitar a excelência do desporto motorizado para impulsionar tanto a Alpine como todo o Grupo Renault”.
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