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Cintos aquecidos e novo motor V8. Tudo sobre o Mercedes-Benz Classe S 2026

Carro sedan prata Mercedes-Benz S-Class 2024 exibido em showroom moderno com vidro e iluminação externa.

O CLA pode até ter sido o carro que abriu uma nova etapa na Mercedes-Benz, mas, quando a estrela precisa se reafirmar no topo da hierarquia e da tecnologia, é sempre o Classe S que aparece primeiro.

Isso se repetiu em todas as gerações: as grandes estreias - sobretudo as tecnológicas - normalmente dão as caras no Classe S antes de se espalharem pelo restante da linha.

A atualização agora apresentada para 2026 coincide com os 140 anos da Mercedes-Benz, mas não representa uma troca de geração. Trata-se de uma reestilização profunda do modelo atual - a marca afirma que mais de metade das peças são novas ou revisadas -, com a missão de manter o Classe S como referência entre os sedãs de luxo, especialmente em um cenário global cada vez mais competitivo.

Design externo: evolução discreta, como sempre no Classe S

Sem mexer na identidade fundamental, o Classe S 2026 avança onde realmente interessa, mas - como de costume - sem exageros. No visual, as mudanças parecem pequenas à primeira vista. As proporções clássicas seguem intactas, com a mesma imponência contida que sempre definiu o Classe S.

Entre as novidades, aparecem detalhes como uma grade 20% maior, rodas redesenhadas e uma paleta de cores atualizada no programa Manufaktur. Já os progressos tecnológicos começam no sistema Digital Light: cada farol passa a incorporar mais de 1,3 milhões de espelhos “microscópicos”.

Com esse conjunto, dá para projetar imagens em alta definição diretamente no asfalto - por exemplo, linhas de orientação em trechos de obras. Além disso, o sistema consegue exibir outros avisos visuais e recursos de apoio à condução em ambientes urbanos mais complexos ou quando a visibilidade está reduzida.

Interior do Mercedes-Benz Classe S 2026: luxo e tecnologia em outro nível

Se por fora a evolução foi comedida, por dentro a transformação é bem mais marcante. O painel do Mercedes-Benz Classe S 2026 é totalmente novo e segue a linha dos lançamentos mais recentes da marca alemã, com a área de telas se estendendo por toda a largura do habitáculo: há uma tela de 12,3″ para o quadro de instrumentos; a central, sensível ao toque, tem 14,4″ e deixa de ser vertical; e o passageiro também passa a ter a sua, com 12,3″. Vale destacar ainda o novo volante multifuncional, que volta a usar comandos físicos em vez de hápticos, atendendo ao que os clientes vêm pedindo.

O sistema MBUX passou por uma atualização estrutural e agora recorre mais à inteligência artificial (IA), algo que, segundo a marca, melhora de forma clara o reconhecimento de voz com linguagem natural. A navegação também foi refinada: ela ganha mais capacidade de cruzar dados de trânsito, topografia e hábitos do usuário. Com isso, o sistema consegue antecipar destinos frequentes e ajustar as sugestões de acordo com o contexto.

Também entram novos conteúdos digitais, incluindo aplicativos de entretenimento e produtividade, reforçando a proposta de transformar o interior do Classe S em um espaço tanto de trabalho quanto de descanso. A arquitetura eletrônica foi revisada para suportar um conjunto maior de atualizações remotas over-the-air (OTA).

Nos materiais, a meta é continuar no patamar de referência. Couros, madeiras e metais passam a ter novas combinações oferecidas pelo programa Manufaktur. A iluminação ambiente também é inédita, criando novos cenários. E o luxo aparece em detalhes como o uso de cintos de segurança aquecidos.

Na segunda fileira, as mudanças também são numerosas. Há mais programas de massagem disponíveis, e a marca anuncia um trabalho mais cuidadoso no conforto acústico e térmico, reforçando o foco do Classe S em quem viaja atrás. Os assentos traseiros podem virar uma verdadeira “sala de reuniões sobre rodas”: telas de 13,1”, controles no estilo smartphone, carregamento rápido sem fio, frigobar, mesas retráteis e até videoconferências via Zoom ou Teams.

Assistência ao motorista e automação

Embora esta geração (W 223) do Mercedes-Benz Classe S tenha sido a primeira a oferecer, como opcional, a condução autônoma de nível 3 (Drive Pilot) - que já permite ao motorista tirar os olhos da via -, a marca retira essa opção com a atualização do modelo. O motivo está nas limitações de uso, que fizeram muitos clientes não escolherem o sistema, que, além disso, era bastante caro.

Assim, o Classe S passa a oferecer no máximo o nível 2 de condução autônoma, com o novo MB.Drive Assist Pro. Apesar da “queda de categoria”, ele traz muitos recursos avançados - permite condução autônoma “ponto a ponto” em ambientes urbanos -, o que leva a marca a chamá-lo de nível 2++. Ainda assim, exige supervisão constante do motorista e, do ponto de vista legal, em caso de acidente, a responsabilidade continua sendo sempre do condutor.

Há um porém: o sistema não está disponível na Europa, e não existe uma previsão exata de quando chegará, pois depende de aprovação regulatória. Na China, por exemplo, ele ficou disponível imediatamente e deve chegar em breve aos EUA. Os novos Mercedes-Benz CLA e GLC também podem receber esse sistema.

Os recursos de estacionamento automatizado também avançaram. O MB.Drive Parking Assist agora consegue identificar vagas dos dois lados do carro e, pela primeira vez, passa a permitir estacionamento em espinha (diagonal).

Para ajudar em manobras mais apertadas, como ao estacionar, todos os Classe S 2026 passam a oferecer eixo traseiro direcional de até 4,5º, com opção de as rodas traseiras esterçarem até 10º. Nesse caso, o diâmetro de giro cai para apenas 10,8 metros, algo comparável ao de carros bem mais compactos.

Surpresa V8

Talvez uma das maiores novidades do Mercedes-Benz Classe S 2026 seja a chegada de um novo V8 biturbo, o M 177 Evo. Como o nome sugere, ele evolui o motor anterior, mas traz um detalhe incomum: a adoção de um virabrequim plano. É uma solução mais típica de supercarros - é o que dá o cantar de soprano aos V8 da Ferrari - do que de sedãs de luxo.

No S 580 4Matic, esse V8, combinado a um sistema mild-hybrid 48 V, entrega 537 cv e 750 Nm já a 2500 rpm, números que superam com folga os do antecessor. Além do virabrequim plano, a Mercedes aponta novos turbos e um sistema de injeção revisado como responsáveis por uma resposta mais imediata, maior suavidade e… ganhos de eficiência.

Abaixo do V8, a gama a gasolina se apoia em motores de seis cilindros em linha. O S 450 usa um 3,0 litros com 381 cv e 560 Nm, enquanto o S 500 eleva o nível para 449 cv e 600 Nm. A marca da estrela mantém a alternativa a Diesel, também baseada em um seis-em-linha 3,0 litros. Estão previstas duas versões: uma com 313 cv e 650 Nm, e outra mais forte, com 367 cv e 750 Nm.

Se a eletrificação total segue sob responsabilidade do EQS - o Classe S 100% elétrico só deve chegar em 2030 -, no Classe S 2026 a opção em que a parte elétrica tem mais peso é a híbrida plug-in. São duas versões que compartilham o seis cilindros, o motor elétrico (120 kW ou 163 cv) e a bateria de 22 kWh. A diferença está na potência e no torque de cada uma: 435 cv e 680 Nm para o S 450 e; e 585 cv e 750 Nm para o S 580 e - mais forte até que o V8 biturbo. A autonomia em modo elétrico pode chegar a 118 km.

Quando chega?

Por enquanto, a Mercedes-Benz ainda não divulgou a data de lançamento em Portugal nem os preços do Classe S 2026. Porém, como já é possível configurar e encomendar online o sedã de luxo em diversos países, a tendência é que essas informações sejam anunciadas em breve.

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