Pular para o conteúdo

Mulheres vão poder escolher género do motorista na Uber

Mulher em camiseta branca segura celular com foto dela, enquanto outra mulher sorri no carro branco ao lado.

Women Drivers da Uber chega a Lisboa

A Uber anunciou em Portugal um novo recurso chamado “Women Drivers”, que dá às usuárias a possibilidade de selecionar o gênero do motorista. Neste momento, a novidade está disponível apenas em Lisboa.

Segundo Francisco Vilaça, gerente-geral da Uber Portugal, “ao permitir que escolham quem as transporta ou quem transportam, estamos a tornar o setor mais inclusivo, representativo da população e atrativo para mulheres”.

A funcionalidade poderá ser usada tanto por passageiras quanto por motoristas, sem cobrança adicional. A intenção, mais adiante, é levar o recurso para outras cidades do país.

Vilaça afirmou ainda: “queremos que a Uber seja a plataforma mais conveniente e personalizada para todas as mulheres. Esta nova funcionalidade responde a um desejo claro de muitas motoristas e utilizadoras e representa também uma oportunidade para que mais mulheres se sintam motivadas a conduzir com a Uber, reforçando a sua autonomia e liberdade de escolha”.

Como depende da quantidade de motoristas mulheres ativas, o recurso fica condicionado à disponibilidade. Hoje, em Portugal, somente 9% dos motoristas de TVDE são mulheres.

De acordo com Vilaça, a proposta do sistema é “criar condições que proporcionem uma maior liberdade de escolha”. Em comunicado, a empresa sustenta que “a Uber acredita que esta funcionalidade poderá contribuir para atrair mais mulheres para a atividade, tornando a condução numa opção profissional mais apelativa, flexível e ajustada às diferentes necessidades e preferências de cada mulher”.

Atualmente, o serviço já opera em diversos mercados, como França, Alemanha, Polônia, Argentina, África do Sul e Austrália. O “Women Drivers” se soma a outras opções já oferecidas - “Uber Sénior” e “Uber for Teens” - com a mesma ideia de fundo: permitir viagens mais personalizadas de acordo com diferentes necessidades.

O que diz o IMT?

No ano passado, o IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes) não autorizou o lançamento de uma nova plataforma de TVDE voltada exclusivamente para mulheres (motoristas e passageiras) - a Pinker - por considerar a proposta discriminatória, em linha com o artigo 7.º da Lei n.º 45/2018.

Sobre esta nova funcionalidade da Uber, o Instituto assegurou que a plataforma “não entra em conflito com a lei”, já que “não exclui nenhum utilizador”. Ainda assim, reconhece que há “serviços segmentados”.

Vilaça argumentou que, no caso da Uber, essa funcionalidade é apenas “um produto adicional”.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário